Esportes da mente

Como deve ser sua relação com o Ás no poker?

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Redação do Torcedores.com

Quando um jogador iniciante de poker aprende a jogar, cria uma obsessão: o Ás. Seja qual o perfil que aquele jogador acabar se encaixando – duro ou solto, passivo ou agressivo – o Ás acaba tomando conta da imaginação dele. Aqui vai a má notícia: o baralho tem outras 51 cartas.
Claro, o Ás é a mais valiosa delas, mas não é garantia de nada. Nem mesmo sair com o par deles é; na melhor disputa possível, entre um AA e um 72 off (uma combinação de cartas baixas que não atinge sequência ou flush sem pelo menos quatro cartas ajudando no board), em 11% das vezes ele será derrotado.

Em suma: um Ás na mão (ou mesmo dois) é um bom caminho (dois, um excelente) para a vitória, mas não vão lhe garantir nada. Posição, volume de apostas, perfil de jogador e leitura de oponentes e cenários, sim, são a verdadeira chave para a vitória.

Há uma receita básica para operar o valor do Ás: quanto menos jogadores restarem para falar, melhor é o Ás na sua mão. Isso vale para posições e para mesas com poucos jogadores.

É comum que jogadores se prendam aos Ases para tomarem suas ações. Muitas vezes é o kicker – a carta acompanhante – que decide a parada. Esquecem, porém, que o baralho tem muitas outras opções e que o board vai oferecer até 5 delas, num mosaico de outras 12 opções com 4 naipes.

A relação de um jogador com o Ás tem que ser a mais natural possível: é a melhor das 52 cartas, mas não é a única e não é imbatível. Como é a sua?