Marcelo Sant’Ana faz balanço de sua gestão como presidente no Bahia

Apesar de ainda não ter passado o comando oficialmente para Guilherme Bellintani, Marcelo Sant’Ana já pode ser considerado como ex-presidente do Esporte Clube Bahia após três temporadas como presidente.

Victor de Freitas
Baiano, 25 anos, jornalista formado pela Universidade Jorge Amado (UniJorge). Apaixonado por esportes em geral, de preferência basquete, tênis e futebol. Contato: victorw10@outlook.com

Crédito: Foto: Divulgação/ECBahia

No triênio 2015-2017, Sant’Ana trabalhou um uma grande quantidade de jogadores e diversos treinadores. Porém, alguns deles mereceram destaque – na opinão do presidente.

Quanto aos jogadores, Sant’Ana quatro jogadores titulares em 2017 como os melhores atletas com quem trabalhou desde 2015. Jean, o mais jovem dos quatro citados, foi o único a ter trabalhado com ele durante os três anos.

“Zé Rafael, Jean, Edgar Junio e Tiago Pagnussat, nosso capitão. Costuma falar pouco, mas lidera pelo exemplo. Os outros três são jovens e estão construindo seus nomes com muita correção. O Zé é extremamente responsável, tem força física, aplicação… Já o Jean tem muita vibração, personalidade forte e amadureceu enquanto homem, o que se reflete no desempenho. O Edgar é extremamente calmo, se sacrifica pelo time, não tem vaidade nenhuma e foi fundamental na reta final do Brasileirão”, comentou Sant’Ana, em entrevista ao jornalista Jorge Nicola.

Já quanto aos treinadores, os melhores citados foram Guto Ferreira, Carpegiani e Sérgio Soares – este que foi o primeiro contratado pelo presidente, em 2015.

“Vou eleger um pódio também, com Guto Ferreira, Carpegiani e Sérgio Soares. O Guto foi muito importante e ajudou em um momento difícil, quando conquistamos o acesso e a Copa do Nordeste. O Carpegiani chegou quando vivíamos péssima fase na Série A. Ele tem conhecimento grande de futebol, entende absurdamente de posicionamento e dinânimca de jogo. Já o Sergio Soares foi meu primeiro técnico, mostrou pulso firme, estimulou o jogo coletivo, a troca de passes, a transição… ele fazia o time jogar de maneira bonita e eficiente, resgatando valores que a torcida queria”, explicou.

O jornalista também citou fez um balanço geral sobre seu período como presidente do Esquadrão de Aço.

“Com o tempo, certamente os legados ficam mais visíveis, mas a parte de patrimônio para mim é a grande marca. Não tínhamos nenhum CT, por causa de imbróglios jurídicos e hoje temos dois. O Bahia recomprou um e conseguiu outro, além de ter mais um terreno. Tudo isso equivale a um patrimônio de R$ 40 milhões. A credibilidade também é outro ponto. Pagamos em dia, temos todas as certidões, cumprimos os compromissos… A imagem do Bahia não está mais desgastada como antes”, concluiu.