Opinião

OPINIÃO: O melhor jogador do Corinthians em 2017

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Colaborador do Torcedores

Em 2003, João Alves De Assis Silva, conhecido como Jô, iniciava sua trajetória no futebol. Aos 16 anos, o jogador mais novo a vestir a camisa do Corinthians entrava em campo. Em 2017, aos 30, com um desempenho surpreendente, o menino que veio do Terrão fez mais um marco e foi o primeiro artilheiro do Brasileirão pela equipe do Parque São Jorge.

Largou o bar, agora só artilharia? Sozinho, o contestado Jô ganhou mais títulos que muitos times esse ano. No prêmio do Brasileirão, organizado pela CBF, foi eleito artilheiro ao lado de Dourado, melhor atacante e craque do campeonato, e não é para menos, desacreditado por (quase) todos no inicio do ano, o camisa 7 marcou 25 gols na temporada e na campanha do Hepta foram 18. Ao todo, 64 jogos disputados. No Bola de Prata, realizado pela ESPN, ganhou a Bola de Ouro como melhor jogador, artilheiro e melhor atacante também.

“Mirou no Drogba e acertou Jô”, diziam os antis e hoje, os corintianos podem responder enquanto seguram as taças: “Olê lê lê, Olá lá lá, o Jô vem ai e o bicho vai pegar!!!”. E o bicho pegou.

Desacreditado por muitos, calando a boca de todos, Corinthians e Jô fizeram uma história semelhante em 2017. De um lado a quarta força ganhando tudo, batendo recordes, líder isolado. Do outro, o atacante que não convencia mais, que tinha famas extra campo, estava no banco no início da temporada e dominou as premiações do Brasileirão.

Mudou a fama de mau comportamento, parou de beber, não frequenta mais baladas, se tornou evangélico e deu a volta por cima na carreira.

Um ano pra ninguém botar defeito e a mudança começou no Paulistão, contra o Palmeiras, em Itaquera,quando entrou e resolveu com o único gol da partida, ali mostrou para o que veio. Antes, reserva do Kazim, depois, peça essencial para campanha excepcional do Corinthians, como por exemplo, os dois gols na virada contra o Fluminense, no título Brasileiro.

Para 2018, que um dos líderes da temporada continue calando a boca de rivais, imprensa, e de quem ousar criticar o camisa 7. A Liberadores terá um centroavante pronto pra surpreender de novo. Já ficou comprovado que tanto o Corinthians, quanto o Jô podem renascer das cinzas.

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