Veja o que os candidatos à presidência do Santos pensam sobre estádio

O Santos Futebol Clube terá uma data importantíssima no próximo sábado (09). O Peixe escolherá seu próximo presidente para o triênio que compreende os anos de 2018 e 2010. Um dos temas mais importantes da eleição é o mando de campo do Alvinegro. Vila Belmiro? Pacaembu? Novo estádio? Nova arena? Qual será a casa santista nos próximos anos?

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: Santos FC/Facebook/Reprodução

O Torcedores.com, por meio do chefe de reportagem Renan Prates, entrevistou os quatro candidatos à presidência do Santos para saber qual a opinião deles acerca da casa do Peixe para os próximos anos.

Cada um dos quatro candidatos à presidência santista (José Carlos Peres, Andrés Rueda, Nabil Khaznadar e Modesto Roma Junior) respondeu à mesma pergunta de Renan Prates:

Você é favorável a construção de um novo estádio? Maior aproveitamento do Pacaembu e de outros estádios já existentes? Ou prefere a reforma da Vila??Os quatro candidatos falaram em atuar mais no Pacaembu, em São Paulo. A grande diferença está no discurso de Modesto Roma e Nabil Khaznadar - rivais na última eleição. O atual mandatário do Peixe defendeu uma nova arena, enquanto Nabil descartou completamente a ideia.Confira abaixo a resposta de cada candidato à pergunta destacada:

José Carlos Peres

Em primeiro lugar o que é possível. No primeiro ano jogaremos 50% dos jogos no Pacaembu, informando previamente as federações sobre isso. Não será necessário “mudar” o local do jogo, ele já estará originalmente marcado para a capital (como a tabela do Paulista já estará pronta antes de assumirmos, isso vale a partir do Brasileiro do ano que vem). A Vila, nossa casa, não será abandonada, muito pelo contrário, pretendemos fazer algumas intervenções tanto na estrutura física como criar mecanismos para que esteja mais cheia (o revezamento de jogos contribui com isso).

Sobre uma nova arena, estaremos abertos a oportunidades e procurando por elas. Hoje já se conhecem exemplos que deram certo e que deram errado no futebol brasileiro. Se houver esta possibilidade de parceria positiva ao clube, iremos em frente. O que não podemos é prometer ao torcedor o que no momento não temos e nem aventurar recursos do clube num projeto como esse. Até porque, esses recursos não existem.

Andrés Rueda

Sou a favor do que for melhor para o Santos. Temos torcedores em todos os lugares e o torcedor santista precisa ser tratado com respeito e carinho. O Santos não tem condições de prometer a seu torcedor a construção de um novo estádio. Perdemos a oportunidade da Copa do Mundo. Pretendemos fomentar a torcida que anda meio afastada do clube, equilibrando jogos na Vila, em SP e em cidades do interior. A Vila é nossa casa e já merece faz tempo uma adequação para dar maior conforto ao nosso associado.

Nabil Khaznadar

A construção de um novo estádio, seja em Santos ou onde for, está completamente descartada. É só você olhar para o que ocorre com a maioria das arenas construídas ou reformadas nos últimos anos. Todos têm problemas de gestão, dívidas ou operação deficitária. Por isso nossa ideia é assumir o Pacaembu. Já temos o aval do secretário municipal de esportes Jorge Damião para locá-lo à partir da nossa vitória na eleição de dezembro. Nossa ideia é aluga-lo por três anos e mandar mais de 50% dos jogos em São Paulo, cidade em que está concentrada a maior parte da nossa torcida. Incluindo aí clássicos e jogos decisivos.

Nossa proposta é assumir apenas o estádio de futebol. O custo do aluguel será pago com o aumento da nossa arrecadação de bilheteria. Com as receitas dos novos bares, restaurantes e lojas que vamos instalar e também com a locação do estádio para os rivais que precisem usar o estádio quando os deles não estiverem disponíveis.

Paralelamente a isso temos um projeto de remodelação da Vila Belmiro, que continuará sendo nossa eterna casa. A proposta é transferir parte do setor administrativo do clube para o CT Rei Pelé. Os departamentos de marketing e comercial serão deslocados para a Sub-Sede de São Paulo, onde estão as grandes empresas e o mercado publicitário. Com isso pretendemos utilizar as áreas disponíveis no estádio para a instalação de novos bares, restaurantes, lounges, camarotes. Tudo isso além da realização de melhorias na circulação e acessibilidade de público.

Pretendemos também acabar com parte daqueles camarotes térreos, para devolver ao estádio sua temida aura de alçapão para os visitantes. Por último não vamos esquecer dos nossos torcedores do interior do estado e do norte do Paraná, onde temos um grande número de santistas. No Campeonato Paulista pretendemos mandar jogos nessas regiões, para atender aqueles que amam o Santos, mas que nem sempre podem estar perto dele.

Modesto Roma

Nossa administração é a única que nos últimos anos apresentou um projeto factível de arena nova ao Santos FC. Gestões passadas, mesmo com Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, não conseguiram atrair investidores capazes de construir em parceria com o clube a arena dos sonhos dos santistas. Já conseguimos um parceiro estrangeiro forte, que tem know-how na construção de arenas e que irá investir os recursos necessários, não saindo os mesmos do caixa do clube.

Já consolidamos uma parceria com a Associação Atlética dos Portuários para erguemos na área deste importante clube da cidade a nova arena. Já iniciamos também a negociação com o Governo Federal para adquirir áreas da União no entorno do Portuários para termos uma arena do tamanho do Santos: Gigante. Ofertamos uma área similar em Guarujá para a construção de moradias populares e essa conversa está bem adiantada, conduzida com o apoio do deputado federal Marcelo Squassoni.

Caso essa conversa não continue com a celeridade que o Santos precisa já vimos outras áreas opcionais para erguemos nossa nova casa. Queremos nesses próximos três anos iniciarmos esse processo, com as definições necessárias para realizarmos esse sonho de todo alvinegro. Nada contra a Vila Belmiro, que é nosso berço e será nosso estádio sempre. Mas ela é pequena para gerar as receitas alternativas de que o clube precisa. Apesar disso, nossa ideia é manter a Vila e jogar partidas lá também.

Entendemos que quem não cultiva sua história renega seu passado, mal vive o presente e não terá futuro. Vamos sempre abraçar a Vila. Assim também como abraçamos o Pacaembu, nossa casa em São Paulo. Somos a administração que, proporcionalmente, mais mandou jogos no Pacaembu.

Nos últimos três anos, o Santos jogou 17,5% das partidas como mandante em São Paulo. Queremos manter a frequência de jogos na Capital. Mas falo desde 2014 que o Santos tem que ir onde seu torcedor está. Temos ideia de mandarmos jogos no ABC, em São José dos Campos, São José do Rio Preto, no Paraná e em outras localidades e vamos fazer isso, assim que tivermos nesses locais estádios conservados e em condições de receber nossa equipe de futebol.

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