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São Caetano volta às glórias em 2017; relembre o ano do Azulão

No ano 2000, uma equipe surpreendeu a todos no futebol brasileiro. Vice-campeão do Módulo Amarelo da Copa João Havelange, o São Caetano eliminou Fluminense, Palmeiras e Grêmio no mata-mata do torneio. Foi o segundo colocado do Brasileirão daquele ano, perdendo para o Vasco na polêmica final do certame. Tudo isso depois de ganhar a A2 do Paulistão e garantir vaga na elite estadual em 2001. Pouco a pouco, porém, a equipe caiu. Em 2017, o Azulão voltou a dar alegrias para a sua torcida.

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: Adriano Stofaleti/AD São Caetano

Longe de qualquer competição de primeira divisão desde 2013, o São Caetano começou o ano disputando a Série A2 do Paulistão. Sem estar classificado para nenhuma competição nacional (!), o calendário da equipe seria preenchido pela Copa Paulista no segundo semestre.

O ano de 2017 começou com alguns pilares na equipe. No clube desde 2014, o técnico Luiz Carlos Martins conhecia como poucos o Azulão. Em campo, havia a expectativa para que Jô Fernandes, das grandes revelações da base caetanista e dos maiores artilheiros do clube, brilhasse. Carlão era outro em que muitas expectativas eram depositadas.

O ano começou com uma boa campanha do clube na Copa São Paulo de Juniores. A equipe só parou na terceira fase, ao cair para o Flamengo – que tinha enfrentado em seu grupo, sediado no Anacleto Campanella. Mais do que o bom resultado, a revelação: camisa 10 da equipe, Matheus Fernandes logo ganhou (ainda mais) espaço na equipe principal.

Por pouco tempo. Matheus Fernandes logo foi para o Grêmio, integrar a equipe de transição do Imortal Tricolor. Quem também desfalcou a equipe foi Jô Fernandes, que passou por uma série de cirurgias no joelho.

Mesmo sem algumas estrelas, o São Caetano fez uma primeira fase irrepreensível na A2. Com dez vitórias em dezenove jogos, o Azulão ficou um ponto atrás do Água Santa e se classificou para as semifinais. No duelo em Rio Claro, 2×2 no Augusto Schmidt Filho. No ABC, tranquilos 3×0 no Galo Azul deram a classificação para a final e o acesso para a A1 em 2018.

A final seria em jogo única contra o tradicionalíssimo Bragantino, no Anacleto Campanella. Com muita chuva, Paulinho Santos abriu o marcador aos 39 do primeiro tempo. No começo da segunda etapa, Rafael Grampola empatou. Régis, aos vinte e um, fez o gol do bicampeonato do Azulão na Série A2.

O elenco foi premiado pelo título. Entre os destaques aparecem o lateral-direito Alex Reinaldo, o zagueiro Sandoval e o volante Esley. No ataque, Carlão foi artilheiro da A2: dez gols. Ermínio, também atacante, também foi muito produtivo: oito tentos.

Copa Paulista

O título garantiu ao São Caetano uma vaga na Copa do Brasil de 2018. Outro desafio, porém, ainda estava no horizonte do Azulão. Outra Copa, por sinal. A Copa Paulista. Caso vencesse, o clube estaria garantido na Série D do ano seguinte – o time não joga uma divisão nacional desde 2015.

A campanha começou fulgurante. O Azulão foi primeiro colocado no Grupo 3, deixando Portuguesa e Água Santa para trás. Na segunda fase, a segunda colocação no Grupo 6 (atrás de Desportivo Brasil e à frente de Santos e Mirassol) garantiu o São Caetano nas quartas-de-final.

No mata-mata, porém, faltou força ao time do Grande ABC. O Azulão foi derrotado duas vezes (2×1 e 2×0) pelo XV de Piracicaba e encerrou 2017 com mais uma queda em fases eliminatórias.

Os números da equipe em 2017, porém, são espetaculares. Em quarenta e quatro jogos, foram vinte e três vitórias e apenas nove derrotas. Além, é claro, da volta ao Paulistão e ao círculo nacional.

Em 2018, o Brasil voltará a falar do São Caetano. O time recebe o Criciúma na primeira fase da Copa do Brasil e jogará a primeira divisão estadual. Resta saber se o Azulão voltará às glórias ou se sucumbirá em seu retorno.

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