Paulo dribla as dificuldades para realizar seus sonhos: ser jogador e corredor

Paulo Cesar Cezatte, com 47 anos, nascido em Conceição do Castelo Vitoria – ES, atualmente mora em Cariacica Vitoria – ES e o esporte está em sua vida desde sua adolescência começando pelo futebol e continuando com a corrida.

Ana Bracarense
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Crédito: Crédito: Arquivo Pessoal de Paulo Cezatte

O esporte e o trabalho estão no seu sangue desde dos sete anos de idade. Porém Paulo começou a jogar futebol aos 13 anos e passou por alguns clubes na categoria de base e seu primeiro clube foi Rio Branco AC. E começou a trabalhar cedo para ajudar no sustendo de casa, pois família grande com oito filhos, cinco mulheres e três homens, não tinha o que comer em casa.

Sua mãe lavava roupa para fora e seu pai bebia muito, gastava o dinheiro com bebidas e agredia a família, passando assim por momentos difíceis, mas superaram esses momentos.

Seus pais são falecidos, e o esporte lhe ajuda a esquecer dos problemas e querer dar uma vida melhor para sua família e ter dias felizes. Nos dias ruins, Paulo e seus irmãos tiveram aprendizados mesmo na dor. Nunca ganharam presentes em nenhuma data, tinha que trabalhar e comprar os seus próprios brinquedos.

A vida lhes ensinou muita coisa, e Paulo nunca deixou de trabalhar e estudar.

“O fato de trabalhar muito cedo ajudou na formação de caráter a ter responsabilidade, maturidade e humildade, com isso na minha vida aprendi a valorizar as minhas raízes”, diz Paulo ao Torcedores.com.

A família sempre lhe apoiou em todas as decisões, jogou futebol por muitos anos e conciliava o trabalho, o estudo e o futebol que era sua grande paixão. Mas parou de jogar aos seus 25 anos e se dedicou aos estudos, onde se graduou no curso de Economia.

Paulo também gostava de correr e foi por isso que ele optou em continuar nas corridas depois que parou de jogar futebol, pois teve que optar em trabalhar devido as condições financeiras.

“Meus ídolos são Zico e Ayrton Senna, pela humildade e exemplo que passou para todos nós. Assistir o Zico jogar era algo fantástico e o Senna correndo era a nossa alegria do domingo, estamos carentes de ídolos”, diz Paulo.

E um desses ídolos que fez com que Paulo se tornasse atleta, pois o Zico flutuava nos gramados. Assistir jogar era a sua inspiração, pois a família toda gostava de futebol, com isso aprendeu a gostar, acabou virando jogador e ainda acabou ganhando um apelido na infância: Ziquinho.

“Corro a 25 anos, correr pra mim e um prazer uma terapia, me sinto bem correr, encontrar com os amigos e viajar para correr não tem preço”, diz Paulo.

A parte do treino que Paulo mais gosta é de correr na praia e fazer uns treinos de areia, agora a pior parte são os chamados tiros intervalados, por exemplo: 20 tiros de 500 metros com intervalo de 1 minuto.

Sua rotina no dia-a-dia é: acordar às cinco da manhã pra treinar seguindo uma planilha, vai para o trabalho e a noite faz musculação para fortalecer.

Ele participou pela empresa nos Jogos da Indústria do SESI-FINDES no futebol Heptacampeão na modalidade futebol soçaite e no atletismo nas provas 4×100 e 400 metros rasos amador.

Paulo tem inúmeras medalhas e troféus de futebol e de corrida. E o que mais lhe marcou nesse tempo de corrida foi a sua primeira maratona de Porto Alegre em 2016 com objetivo de conseguir o índice para correr em Boston EUA.

Crédito: Arquivo Pessoal de Paulo Cezatte

Os treinos são pesados e árduos, Paulo traçou o seu objetivo e com muito treino conseguiu o índice e fez o tempo de 3:15. Na sua faixa etária, o índice a ser alcançado era de 3:25, umas das provas mais dura que já correu.

Porém, com a ajuda do seu treinador e campeão de corrida de rua do Estado do ES Jonilson Prates e de uns amigos e parceiros de corrida Gedilson, Anderson, Osman, Luciano entre outros não citados que lhe ajudaram nos treinos a conquistar esse tempo que não e para qualquer corredor.

“Maratona não e para qualquer um, devido às dificuldades de preparação, alimentação, treinos, musculação, alimentação e psicológico tudo influencia diretamente no resultado da prova. Porém eu tive apoio da Cretovale e da equipe de corrida que participa: DESTEMIDOS”, diz Paulo.

Treinar em alto rendimento é muito desgastante devido aos horários. E treinar a noite é muito ruim porque os dias de prova sempre são aos domingos pela manhã com sol muito forte. Hoje os treinos são direcionados especificamente para os tipos de provas que ele vai participar. Se ele vai correr 10 km vai focar para fazer um tempo bom e chegar bem.

Paulo acabou de participar da última corrida do ano 2017, a corrida de São Silvestre em São Paulo. Fez o tempo de 1 hora e 12 minutos, ficando na colocação 1.199 geral no total de 50.000 corredores.

“Fazer o que mais gosta e que sinta prazer, não faça nada por obrigação, quando faz um coisa por amor a vida fica mais leve e tudo fica perfeito, focar nos objetivos a serem alcançados e traçar as metas a ser alcançadas”, finaliza Paulo.