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Crônicas da F1: aniversariante do dia, relembre a estreia de Michael Schumacher

Neste dia 03 de janeiro de 2018, Michael Schumacher está completando 49 anos. O detentor do maior número de títulos da história da F1 estreou na categoria em 1991, no GP da Bélgica, uma corrida marcada por prisão, mentiras, e a última vez em que vimos Senna e Piquet no mesmo pódio.

Rodrigo Nascimento dos Santos
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/Twitter

O maior campeão da história da F1 está completando hoje 49 anos, e nada mais justo do que relembrarmos a sua estreia na categoria, que ocorreu no dia 25 de agosto de 1991 em Spa-Francorchamps, o tradicional circuito que recebe o GP da Bélgica.

A estreia de Michael Schumacher na F1 ocorreu de uma forma inusitada, graças a uma prisão: o piloto francês Bertrand Gachot se envolveu em uma briga de trânsito as vésperas do GP belga, e por conta disso, acabou preso, o que fez surgir uma vaga na Jordan.

Precisando de um piloto bom e barato, já que a equipe estava em seu ano de estreia na F1 e tinha recursos financeiros limitados, o dono do time, Eddie Jordan, foi a procura de alguém que atendesse esses requisitos, além de conhecer Spa-Francorchamps e quem sabe, pagar para correr.

Foi quando surgiu a Mercedes e o agente Willi Weber, que apresentaram a Eddie Jordan uma opção: Michael Schumacher. O jovem alemão de 22 anos estava disputando naquele ano, o Mundial de Marcas pela equipe Sauber-Mercedes, ao lado de pilotos que mais tarde conseguiriam chegar a F1: Heinz-Harald Frentzen e Karl Wendlinger.

A quantia de US$ 300 mil e a garantia de que Schumacher era intimo do circuito belga, foram o suficiente para convencer Eddie Jordan a conceder um lugar na equipe para Schumacher. O que o chefe do time estreante daquele ano na F1 não sabia, é que o jovem alemão conhecia sim Spa-Francorchamps, mas porque morava “próximo” do circuito (em Kerpen, na Alemanha, que fica aproximadamente a 100 quilômetros), jamais tinha disputado uma corrida lá.

Apesar da mentira, Schumacher impressionou nos treinos livres, e no classificatório, terminou em sétimo, a frente de seu companheiro de equipe, o italiano Andrea de Cesaris. Porém, a corrida foi bem curta para o jovem alemão: logo após a largada, a sua Jordan teve um problema na embreagem, e ele abandonou a prova. E assim terminaria sua primeira corrida na Fórmula 1.

A vitória do GP da Bélgica de 1991 ficou com Ayrton Senna, que naquele momento, havia se tornado o recordista de vitórias em Spa, e alguns anos depois, seria superado justamente por Michael Schumacher. Berger, companheiro de Senna, foi o segundo, garantindo a dobradinha da McLaren, e o pódio foi completado por Nelson Piquet, sendo este, a última vez em que os dois gênios brasileiros do automobilismo dividiram o mesmo pódio.

O GP da Bélgica daquele ano marcou a primeira e última corrida de Michael Schumacher com a Jordan Seven Up: na prova seguinte, o alemão estava de casa nova, na Benetton, substituindo o brasileiro Roberto Pupo Moreno, que até havia conseguido bons resultados em Spa, com um quarto lugar e terminando com a volta mais rápida da corrida, única vez em que conseguiu realizar tal façanha na F1. Não foi o suficiente para não perder a vaga para o jovem alemão.

E é claro que com o tempo, se descobriu que a Benetton fez a aposta certa. E inclusive, no ano seguinte, foi no mesmo circuito de Spa-Francorchamps que Schumacher conquistou a sua primeira vitória na F1, feito que ele repetiria no circuito em que era “intimo” de acordo com Willi Weber, mais cinco vezes.

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