Previsões: Temporada morna e sombra de Hernanes darão o tom de 2018 ao São Paulo

O torcedor são paulino será iludido e desiludido diversas vezes, 2018 será mais um ano de provação para o São Paulo.

Redação Torcedores
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Crédito: Reprodução: Facebook oficial São Paulo Fc

Se escrever previsões já é arriscado por si só, imagina quando o assunto é futebol. Imaginou? Agora imagine se esse assunto é o São Paulo Futebol Clube? Será preciso muito jogo de cintura para projetar cenários do time neste ano. Após anos de administrações instáveis que se refletiram no desempenho em campo, principalmente em 2017, quando o time brigou arduamente para sair da zona do rebaixamento, consagrando de vez, Hernanes, que se agigantou assustadoramente na galeria de ídolos do clube após capitanear uma remontada épica na tabela de classificação.

Mas o “Profeta” já partiu…

O clube detentor de seu passe na China, o Hebei Fortune, decidiu contar de volta com o meia logo no início da temporada, conforme previa uma cláusula não divulgada pelo clube anteriormente. O torcedor, que viu chegar Raí e Ricardo Rocha, dois ídolos incontestáveis, para comandar o futebol do clube, não pode ficar iludido nem por alguns dias, e já foi novamente golpeado em sua auto-estima com a saída do insubstituível Hernanes. E esse problema será sentido por todo o ano.

Veio Diego Souza, como uma aposta para o setor de ataque, substituindo uma outra saída notável, a de Lucas Pratto. Também veio Jean, do Bahia, para o gol. Hudson voltou de empréstimo. Mas a lacuna de Hernanes não é e nem será sentida apenas no fator psicológico, mas principalmente tático. Não parece mais possível que o time volte a jogar no 4-1-4-1 dos últimos tempos, com Jucilei à vontade como único volante de contenção, centralizado e focado na cobertura da defesa e na saída de bola, e com Petros compensando as subidas com liberdade de Hernanes e desafogando todo o meio-campo com a sua energia. Quando posicionados lado a lado, Jucilei e Petros não conseguiram fluir, e Jucilei é muito necessário para o equilíbrio do time. Nada impede que Dorival volte a tentar essa alternativa, mas se isso acontecer o São Paulo terá muitas dificuldades.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

Para o início dos trabalhos no Paulistão, Dorival manterá Sidão como titular, indicando que Jean, contratação de 9 milhões de reais para o futuro da meta são paulina não chegará sentando na janela. Lealdade a quem contribuiu muito na reta final do ano passado com importantes defesas. O time de linha começará com intenso revezamento nas primeiras rodadas, até que ele escolha a formação ideal.

Até lá aposto que haverão mais chegadas e saídas de atletas que só dificultarão ainda mais esse processo. A sombra de Hernanes pairará à partir daí até o fim do ano como mote de críticas a qualquer movimentação de compra e venda do clube. O torcedor deu exemplo ano passado, e cobrará um retorno digno da diretoria e do time de forma cada vez mais enfática.

No fim, conseguindo após alguns percalços a classificação para a parte final do Paulistão, o multi-campeão estadual Dorival Júnior não conseguirá desta vez seu título predileto com o tricolor. Por detalhes, sai na semifinal em um clássico. Não deixará indícios de terra arrasada, mas como costuma acontecer com times grandes em estaduais, quem é campeão ganha um joinha, quem não é já entra em crise para o Brasileirão.

E o São Paulo, sem Libertadores, será bastante contestado pela mídia, e entrará na maratona do campeonato nacional antes da Copa sem muita margem para erros. Junto ao Brasileirão, também jogará a Sul-Americana, e isso o fará chegar ao fim da 12ª rodada do campeonato nacional, a última antes da Copa do Mundo da Rússia, vacilante.

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Após a parada da Copa, o time começará a mostrar alguma unidade, muito por conta da estabilidade após o fim do mercado de transferências europeu, e começará a ganhar corpo. Antes disso, Cueva será vendido para o futebol internacional após um pequeno destaque com a seleção peruana na Rússia. Será reposto por outro estrangeiro que não vingará. Entre gritos que pedirão a volta do Profeta Hernanes, alguns nomes novos ganharão protagonismo (um sobrevivente da base que não foi vendido?), e o time começará novamente a iludir a torcida.

Até lá, uma campanha de certa forma até surpreendente na Sul-Americana não trará título, mas deixará boas impressões, suplantando um pouco a eliminação na Copa do Brasil nas quartas de final contra um time de estatura semelhante, do G12. Treinador otimista, jogadores otimistas e um regulamento quixotesco que permite até um G-9 de classificação a Libertadores. Será a receita de foco total na vaga na liberta, tentando motivar um time em posições mornas a carimbar de vez ao menos uma apuração para a pré.

Por fim, a sorte sorrirá ao São Paulo e, ficando entre a 7ª e a 9ª posição no Brasileirão, poderá contar com um título para o país na Sul-Americana e com o campeão da Copa do Brasil entre os primeiros colocados, e assim beliscará uma vaguinha para a pré-libertadores.

Como grande herança de 2018, um novo projeto de ídolo surgirá, e apostaria em um garoto da base que começará a ter chances esse ano. Sobre ele pairará o dilema de esperança e dúvida do torcedor para 2019: será montado um time em torno do garoto para o São Paulo finalmente deslanchar em 2019 ou ele sairá vendido para a primeira boa oferta que aparecer?

Quem viver, verá!

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