Time de vôlei ganha apoio de estrelas da Superliga para disputar Gay Games

Foto: Reprodução Instagram Angels Volley Brazil

Um time de vôlei tem ganhado destaque nos últimos dias nas redes sociais. O Angels Vôlley Brazil, equipe composta por amigos, gays busca apoio financeiro para a disputa do Gay Games, que acontece em Paris, na França, em agosto. Para ajudar a equipe nessa missão, estrelas da Superliga como Tiffany Abreu, Carol Gattaz, além das campeãs olímpicas Jaqueline, Thaísa e Carol Alburquerque deram suporte. Além de representar o país na competição, a equipe quer apoiar nas causas da comunidade LGBTQ.

A página no Instagram do time foi criada há pouco menos de um mês. A primeira postagem foi publicada no início de dezembro de 2017. Neste período, a conta na rede social gerou mais de oito mil seguidores. Uma conquista que o capitão do time Willy Montmann comemorou. “Era uma coisa que almejávamos. Porém, não pensava que seria tão rápido”, explicou o idealizador do projeto ao Torcedores.com.

Após a repercussão da história do time em alguns portais, Willy revelou que a página sofreu denúncias e tentativas de bloqueio. “Nos comentários de um site tiveram pessoas denegrindo a nossa imagem, fazendo piadas de duplo sentido. Esse preconceito está ligado a ignorância e a falta de aceitação própria”, reclamou o jogador.

A participação do Angels Volley Brazil no Gay Games foi uma forma pensada para comemorar os dez anos de formação da equipe. Atualmente, o time conta com 21 jogadores. Caso conquistem a vaga na competição, a delegação irá contar com 12 atletas. “O time foi criado da união de amigos gays que se reúnem para jogar vôlei, conversar, descontrair e etc. A participação neste torneio é uma forma de coroar essa união”, destacou Willy.

O sucesso da equipe nas redes sociais começou após algumas jogadoras profissionais gravarem vídeos em apoio à página e a participação da equipe no Gay Games. Uma das primeiras atletas foi a oposta do Vôlei Bauru, Tiffany Abreu. Logo após a jogadora, atletas como Carol Gattaz e as campeãs olímpicas Jaqueline, Carol Alburquerque e Thaísa também compartilharam vídeos. “As jogadoras foram peças fundamentais. Tudo isso que aconteceu a gente deve a elas. Algumas são amigas e conhecidas e toparam sem ter conhecimento das nossas pessoas, mas abraçaram a causa”, revela Willy.

Nos últimos dias, a campanha ganhou mais adeptos. As jogadoras do Sesc-RJ como a levantadora Carol Leite, a central Vivian e as ponteiras Kasiely e Gabi se pronunciaram a favor da causa.

A levantadora Carol Albuquerque falou sobre a ajuda ao projeto. “Achei uma causa nobre, eles estão em busca de um sonho. Antes de gravar o vídeo eu comecei a segui-los no Instagram. É uma equipe que treina, joga e leva tudo muito a sério isso. Então sempre que tiver a oportunidade de ajudar uma causa como essa será ótimo. Tenho certeza que eles vão conseguir o patrocínio”, revelou a campeã olímpica ao Torcedores.com. Apesar dos compromissos, ela disse que pretende acompanhar um treino do time.

Willy não revelou os custos para a participação no Gay Games, mas destacou a proposta do time para o torneio. “A ideia para esse mundial é levar a força brasileira e a aceitação brasileira para o mundo. O Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo. A cada três dias, um transexual é morto. A taxa de rejeição ao homossexualismo é absurda. É um assunto que está em alta e em evidência, já que é um ponto que todo mundo viu que é essencial e fundamental para a evolução da sociedade”.

O capitão do grupo revelou que já tem algumas reuniões agendadas com empresas para a apresentação do projeto. Mas que ainda é muito cedo para fechar algum incentivo. “Uma empresa associar a imagem dela ao time vai promover a aceitação, a integração e a evolução intelectual”, destacou.