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Reforço da base do Palmeiras, zagueiro vendia bolo em ônibus e estava sem time até dezembro

Desde dezembro do ano passado, a vida de Alberto Magno Santos de Melo Filho, de 18 anos, vem mudando radicalmente. O zagueiro chamou a atenção e foi contratado pelo Palmeiras após se destacar na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano. Nada mal para quem vinha enfrentando dificuldades na carreira. 

Dayvidson Soares
Jornalista, com passagens por Globoesporte.com, Lance! (Craque do Futuro) e Jornal Gazeta de Alagoas. Apaixonado por futebol e boas histórias.

Crédito: Foto: Arquivo pessoal

Alberto é natural da cidade de Maragogi, em Alagoas, e teve uma infância difícil. Para ajudar nas despesas de casa, começou a trabalhar muito novo, mas sem nunca esquecer o futebol.

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“Meu pai passou um tempo desempregado. Com 13 anos, fui atrás de um trabalho para ajudar a minha família. Conseguir ficar vendendo uns bolinhos dentro de ônibus, e sempre que chegava do trabalho iria jogar com meus primos em um campinho que tinha ao lado da minha casa, com uma bolinha de papel que eu mesmo a criei. Nisso meus primos sempre me falavam que eu seria um jogador de futebol e nunca tirei isso da cabeça”, revelou, em entrevista exclusiva ao Torcedores.com.

A primeira chance de Alberto no futebol foi em uma peneira do Corinthians Alagoano. Mesmo sogando com uma chuteira velha e rasgada, ele foi aprovado. Ele aguardou retorno do time para iniciar os trabalhos na base do clube, o que acabou não acontecendo, na sua primeira frustração com o futebol.

O primeiro clube de Alberto foi o Desportivo Aliança. Com 16 anos, ele foi vice-campeão alagoano sub-20 com o clube, e conquistou a chance de disputar a primeira Copinha da carreira, em 2016.  

“Fui para São Paulo jogar a Copinha. Foram três dias de viagem de ônibus, e perdemos os três jogos que disputamos. Voltei para casa triste por a gente não ter ganhado nenhum jogo”, disse o zagueiro.

Assim que Alberto voltou a sua cidade natal, o presidente do Desportivo Aliança lhe avisou que iria transferí-lo para o Taubaté. No novo time, o zagueiro disputou o Paulistão Sub-17 e alguns jogos do Paulistão Sub-20 – neste chegou às quartas de final. Foi aí que veio mais uma dificuldade na carreira: durante os jogos, Alberto sentiu uma lesão, ficou mais de oito meses sem atuar e teve que voltar para casa.  Quando se recuperou, no ano passado, perdeu espaço no time, e tomou uma decisão que se arrepende.

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Foto: Caíque Toledo / EC Taubaté

“Fiquei até a metade do Campeonato Paulista Sub-20 disputando alguns jogos, mas preferi ir embora para tentar arrumar um time que eu jogasse mais. Foi aí que errei e me arrependo até hoje. Fui pra casa e fiquei cinco meses parado, mas o presidente do Taubaté me ligou e me deu mais uma chance. Ele queria que eu jogasse a Copa São Paulo 2018. Voltei ao Taubaté, cheguei dia 4 de dezembro, e foi complicado pra ganhar vaga como titular, até pelo tempo parado, sem treinar. Mas consegui minha vaga e minha chance de dar um futuro melhor para minha mãe. Deixei bem claro que se eu disputasse essa Copinha, iria fazer algo diferente para dar um futuro melhor pra minha família. Graças a Deus hoje estou no Palmeiras começando uma nova vida”, contou o alagoano.

Alberto cumpriu seu objetivo de se destacar na Copinha. Ele enfrentou o Palmeiras duas vezes na competição. Em um dos jogos, o Verdão venceu por 7 a 0, mas o futebol do zagueiro agradou. O clube adquiriu parte dos diretos econômicos do jogador, que assinou por dois anos com o Alviverde.

“Chegar ao Palmeiras para mim é estar dando um passo enorme na minha vida como jogador de futebol. Desde moleque sempre quis jogar em um clube grande, então é gratificante estar aqui hoje vestindo esse manto, onde espero fazer história”, finalizou.

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