Ricardo e a inspiração por automobilismo desde a época de Senna

Ricardo Rocha Moraes, com 38 anos, nascido em São Paulo Capital, e em 2004 prestou um concurso para mecânico industrial da Petrobras (Refinaria de Capuava), porém devido ao preenchimento das vagas optou pela Refinaria de Paulínia (Paulínia-SP). Mas, como ele sempre gostou de adrenalina, resolveu ser piloto por causa da determinação de Senna e incentivo dos amigos de trabalho.

Ana Bracarense
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Crédito: Facebook @Ricardo Rocha Moraes

Ricardo lembra que, nesse dia, teve apenas alguns minutos para decidir se aceitava a vaga e a localidade, e a partir disso está morando em Cosmópolis-SP, desde 2005 quando assumiu o cargo.

Ele sempre gostou de esportes, quando criança gostava muito de jogar futebol, jogava muito na rua, em campos e na quadra da escola, também gostava de lutas. Nessa época o pai de um amigo seu de infância os levava para praticar judô em um clube próximo de seu bairro.

Ricardo lembra que morava em uma pequena casa no quintal da sua avó, mais seus pais, sua irmã gêmea. Eles tinham uma vida simples, mas relativamente estável, pois nessa época seu pai era funcionário do Metrô-SP, e sua mãe, dona de casa.

Porém quando começou haver desentendimentos entre os dois, e ficou ainda mais difícil quando sua mãe engravidou novamente. E logo após o nascimento de seus irmãos mais novos (gêmeos), seus pais se separaram.

Isso fez com que sua mãe fosse trabalhar fora, pois seu pai, após sair de casa, contribuía muito pouco com as despesas familiares. Mas Ricardo e sua família tiveram a ajuda de seus avós que lhes apoiaram muito.

“Esse episódio marcou muito minha infância, pois nessa época, tinha apenas 8 anos de idade, e além das dificuldades financeiras, também tivemos que mudar de cidade/casa algumas vezes”, diz Ricardo ao Torcedores.com.

Sua família sempre apoiou em suas decisões, por exemplo quando foi pai pela primeira vez aos 24 anos de idade, (hoje ele tem dois filhos, Felipe e Helena), quando teve que pedir demissão do trabalho para mudar de emprego e cidade, enfim, ele pode dizer que sempre teve o apoio familiar em todos os momentos principalmente nos mais difíceis.

Quando criança como todo garoto periférico queria ser jogado de futebol, chegou a treinar em um time próximo ao seu bairro o Banespa- FC, porém acabou abandonando para cursar um curso profissionalizante no SENAI-SP. Na infância e adolescência ele começou a se interessar por automobilismo.

Ele gostava muito de ir ao parque de diversões para andar de carrinho de “bate-bate”, e gostava de máquinas de fliperama aquelas com jogos de corrida que tem cabine, volante , pedais e câmbio, na verdade, ele gosta até hoje. Ele lembra que, nessa época, fazia também carrinhos de “rolemann” para descer ladeiras, era muito divertido, porém não teve a oportunidade de andar de kart, devido a condição financeira familiar. Já na fase adulta praticou boxe e karatê, e gostava de correr e praticar atividades físicas.

Crédito: Facebook @Ricardo Rocha Moraes

Seu ídolo é o tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna da Silva. Ele lembra que na sua infância assistia as corridas com seu pai, e isso lhe marcou muito, pois era fantástico ver a determinação e o estilo de pilotagem do Senna. Ricardo cita também que Senna sempre buscava a vitória, mesmo em condições desfavoráveis, e esse ímpeto de nunca desistir, junto com o profissionalismo e o amor pelas corridas, levou esse exemplo de virtudes para sua vida dentro e fora das pistas.

Seu primeiro contado com o kartismo foi em 2008, em um pequeno kartódromo de karts de alugueis em São José dos Campos. Ele estava na cidade a trabalho, e foi com colegas para conhecer. Acabei andando e gostou muito. No ano de 2012, quando estava cursando Engenharia ele teve problemas emocionais, crise nervosa, devido a stress acumulado (problemas: familiares, profissionais, financeiros), chegando a quase desistir.

“No final de 2013 fui correr com colegas do trabalho no kartódromo San Marino em Paulínia, fui muito mal na corrida, mas toda aquela dificuldade com a mistura de adrenalina mexeu muito comigo, e me fez sentir-se vivo de novo, lembrei de Senna e toda sua superação nos momentos difíceis”, diz Ricardo ao Torcedores.com

Então foi aí que ele decidiu se tornar um piloto, pode dizer que as corridas e as competições, lhe ajudaram a ter alegria e entusiasmo novamente, pois o automobilismo exige uma capacidade elevada em todos os sentidos.

“Poder de concentração, técnica apurada, raciocino rápido, reflexo, controle emocional, e muita auto confiança, todos esses atributos me fortaleceu e me ajudou a superar meus desafios da vida e do dia -a- dia”, diz Ricardo.

Como Ricardo pratica o kart indoor amador, mas não tem patrocinador no momento, com isso ele treina muito pouco, ou melhor, somente uma vez no mês , normalmente na sexta antes da corrida. Algumas vezes ele corre sem treinar mesmo, e uma alternativa que ele faz para suprir a falta de treino, é usar um aplicado de celular para criar pistas virtuais semelhantes aos traçados do kartódromo .

Após a criação ele transfere a pista para o Playstation dentro do jogo Gran-Turismo 6, e treina virtualmente, pode-se dizer que ajuda um pouco, principalmente para se familiarizar e decorar os traçados.

Ele participa de competições de kart indoor amador e, já participei em 2017 de três competições de caráter nacional organizados pela AMIKA: Campeonato Brasileiro, Torneio de Verão, Torneio de Inverno e, em 2018 (janeiro) participa do Torneio Verão organizado também pela Amika. E já ganhou seis troféus, pois esteve presente em cinco pódios, e conquistou o quinto lugar na classificação final na sua modalidade no final da temporada 2017.

A grande dificuldade para Ricardo praticar o automobilismo está no custo financeiro e na dificuldade em conseguir patrocínio, e acredita que o esporte deveria ser mais incentivado pelo setor público e privado, principalmente o kartismo, que realmente pode formar grandes pilotos para o Brasil, com um custo mais acessível, se comparado com as outras modalidades do esporte.

As associações de automobilismo brasileiras deveriam investir e incentivar mais pessoas a conhecerem o esporte, ou seja, realmente popularizar o esporte a motor do amador ao profissional, provendo eventos nas grandes e pequenas cidades, está faltando a integração do esporte nos estados, divulgação, escolas de pilotagem, enfim tem muito chão para percorrer, para de fato o automobilismo se estabelecer como um esporte acessível e perene.

“Acredite sempre em seus sonhos, persistem com muita determinação, força e fé, para conquistar seus objetivos no esporte e na vida, realmente toda conquista requer empenho e sacrifício, então mãos à obra pessoal” finaliza Ricardo.