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Sem cirurgia, empresária muda de vida e emagrece mais de 50 quilos

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação

A empresária Alessandra Borges, 43 anos, formada em marketing, sempre teve tendência para engordar. Desde adolescente fazia dietas para emagrecer, mas a situação se complicou quando fez uma dieta com medicamento. No início ocorreu tudo bem. emagreceu 10 quilos e ai decidiu parar de tomar os remédios. O resultado foi desastroso: engordou 20. “Foi um estrago na minha vida. Depois disso perdi meu pai, em maio de 2013. Ele ficou doente, fiquei bem mal, acompanhei todo o processo da doença dele. Levava no hospital, buscava. Comecei a comer fora de controle, por compulsão. Comer por comer mesmo. E de 20 que já tinha engordado foi para mais de 50 quilos. Engordei mais 30 e fui parar em 135 quilos”, conta Alessandra que tem um ateliê de sobrancelha e trabalha sentada na maior parte do tempo.

 

Alta, com mais de 1m80cm, Alessandra não se sentia bem com o seu peso. “Nada ficava bem, estava muito incomodada. Parece que a sociedade não te aceita. Muita discriminação. Se for de um padrão não se encaixa, além de não ter uma vida saudável.
Estava muito incomodada e com vergonha de ter deixado chegar naquele ponto. Pensei em fazer uma cirurgia bariátrica. Pensei até em vender o meu carro para pagar a cirurgia. Minha mãe foi contra. Estava triste e numa feijoada, uma amiga me indicou uma nutricionista, isso num domingo. Na segunda já fui atrás dela. Era até em outra cidade, em Bálsamo. Fui lá e só chorava na frente dela. Ela só olhava pra mim. Eu não tinha vontade nem de acordar”, recorda-se Alessandra, que trabalhava na época das 7 horas até quando tivesse cliente para atender. “Se fosse o caso ficava até de madrugada”.
Após pesar Alessandra, a nutricionista decidiu ajuda-la com sua agenda. “Ela fez eu ter uma agenda e incluir o esporte nela. Hoje, atendo das 7 da manhã às 5 da tarde. E faço o meu esporte todos os dias. Isso eu não fazia. Ela me passou uma reeducação alimentar. Sofri muito. Parecia que eu estava drogada. Eu chorava muito. Não tinha força pra levantar da cama. Abstinência do açúcar, do carboidrato. Tirei lactose, glúten, açúcar, e comecei a comer de duas em duas horas, mas coisas boas. Na primeira semana emagreci seis quilos. Foram mais de 10 quilos em 1 mês”.

Após essa primeira mudança em sua vida, ela quis mais. Entrou numa academia para fazer atividade sem impacto, jump. E lá se vão quatro anos nessa academia. E continuou a reeducação alimentar e o aeróbico. Conheceu a bike, comprou uma e começou a pedalar. Foi emagrecendo e em dois anos perdeu mais de 50 quilos. “Fui para 80 quilos, fiquei com um corpo lindo. Me senti muito bem. Depois acabei cansando de dieta. E decidi parar. Foi quando há oito meses engordei um pouco, estava um pouco fortinha e fui fazer um pedal em Jaci. Não consegui acompanhar o grupo, todos na frente e eu atrás. Aí que eu vi que precisava focar de novo. Troquei de nutricionista. Fui para uma nutricionista esportiva e ela me recomendou outra dieta para dar mais força e entrei para a assessoria do Alex Briani. Ele me deu treinos de força e agora estou na musculação, na corrida de rua e na bike.

Ela conta que sua cabeça muito muito nesses anos. “Hoje não faço mais cinco horas de atividade física. Faço uma hora focada, que me dá um resultado bom. Eu penso no que eu como e o que esse alimento vai fazer no meu corpo. A ansiedade precisa ser cuidada. Aprendi que é preciso dividir sensações e sentimentos. Sobre a bariátrica é muito perigoso. Não adianta ficar magra, sem saúde. Conheço pessoas que sofrem muito por causa da cirurgia, que não possuem saúde. Hoje, o meu alimento é hortifrúti, é carne, são alimentos que viram vitamina dentro do meu corpo. Eu não preciso tomar vitamina, capsula. Eu como só quando tenho fome. Quando tenho ansiedade faço um exercício e não fico comendo. O segredo é aprender a lidar com o emocional. Posso dizer que tudo valeu a pena e estou muito feliz. Nesse ano vou participar de competições de corrida de rua e de montain bike. Mais motivação pela frente”.