Sem clube, goleira da seleção brasileira diz que deve voltar para a Europa

A goleira Aline Reis, da seleção brasileira, atualmente está sem clube. Em entrevista exclusiva ao Torcedores.com, ela alegou que isso foi fruto uma escolha sua.

Matheus Henrique Vieira Ramos
Estudante de Jornalismo. Setorista no Torcedores.com do Santos e Botafogo.

Crédito: Crédito da foto; Divulgação CBF

A jogadora alegou que preferiu ficar mais perto do Brasil, já que a seleção que está em um período de treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), se preparando para a Copa América que acontece em abril.

“Recebi algumas propostas para continuar na Europa nesse primeiro semestre, mas se tivesse aceitado, isso diminuiria o meu tempo de treinamento com a seleção, que seria limitado somente paras as datas fifas. Visando a Copa America e também pensando nos benefícios que esse intenso período de treinamento com a seleção poderia me trazer, decidi permanecer no Brasil”, justificou em contato com a reportagem”.

“Levando em consideração todas as experiências que já tive no futebol feminino, sei que em nenhum outro clube, aqui ou fora do país, eu teria as condições que a seleção nos dá. Na Granja Comary, temos toda a estrutura que precisamos. Nossos treinamentos são super intensos e temos todo o acompanhamento necessário para os atletas. Nos alimentamos muito bem e utilizamos todos os recursos de recuperação. Aqui estamos totalmente focadas. Após a Copa América, pretendo retornar à Europa, o que tem chances de acontecer já em maio desse ano. Mas por enquanto ainda não tenho nenhum contrato assinado”, completou a atleta de 28 anos.

Aline Reis é revelada no Guarani e também atuou no futebol brasileiro pela Ferroviária. A goleira contou como vê o nível das equipes no país, e acredita que a modalidade está ficando mais atrativa por aqui.

“O futebol feminino continua crescendo no Brasil. A cada ano que passa, mais equipes decidem investir na modalidade, e com isso, o nível também vem evoluindo. O futebol feminino esta se tornando mais atrativo, e com isso gerando o interesse de jogadoras internacionais, principalmente de outros países sul-americanos, que querem jogar no Brasil”, explicou.

A goleira também opinou sobre a obrigatoriedade imposta pela Conmebol, que passará a exige a partir de 2019 que todos os times masculinos que disputarem a Copa Libertadores da América tenham também uma equipe feminina.

“Essa exigência vai ajudar a crescer a modalidade e gerar mais oportunidades para as atletas. Porém, não basta só “ceder a camisa” e o nome do time para uma equipe qualquer. E preciso que existam outras exigências em relação a estrutura, investimento e profissionalização”, comentou.

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