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Cris Cyborg refuta comparações com Mike Tyson

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Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhida Formado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo pareciod.

Crédito: Reprodução/Instagram Cris Cyborg

Em sua carreira, Cris Cyborg tem convivido com elogios sobre seu domínio no MMA feminino. Tanto que até mesmo comparações com outro mito do mundo das lutas, Mike Tyson, surgiram pelo caminho. Mas a brasileira quer deixar de lado tais comparações

Durante o media day do UFC 222, nesta semana, a campeã peso-pena do Ultimate falou sobre as comparações entre o sucesso dela no MMA e de Tyson no boxe. E Cyborg diz preferir que sua marca na história seja mais pelas conquistas próprias do que semelhanças com outras lendas do esporte.

“Eu respeito o trabalho do Mike Tyson, que fez muito pelo boxe. Mas a gente tem que celebrar a ‘Era Cyborg’. No começo, eu era o Mike Tyson. Depois que a Ronda (Rousey) começou a finalizar todo mundo, quem virou o Tyson foi ela. E agora sou eu de novo. Quero deixar a memória da Cyborg do Brasil”, disse a lutadora.

Ao relembrar a carreira, Cris Cyborg apontou os percalços que passou por ser uma das primeiras lutadoras a se destacar no mundo do MMA. E também celebrou o fato de que seu trabalho ajudou a cementar o caminho para que mais mulheres fossem para as artes marciais mistas.. No UFC 222, além de Cyborg, outras duas lutas femininas marcam o card: Ketlen Vieira x Cat Zingano e Ashley Yoder x Mackenzie Dern.

“No começo, não tinham muitas lutadoras, então eles me colocavam para enfrentar quem aparecia, independente do peso. Tinha muito a filosofia da Chute Boxe, de enfrentar qualquer um e estar preparada para isso. Eu enfrentei as melhores da minha época, como a Gina Carano, a Marloes Coenen. Quem fale que não lutei com ninguém de nome, está chegando agora. Digo que é a ‘Geração Ronda’, porque começaram a ver MMA para segui-la. Mas teve muitas pioneiras, como a Carina Damm, a Ana Maria Índia, Carmen Casca-Grossa, a Ediane Gomes… muitas delas lutando até hoje”, disse a brasileira.

“(O UFC 222) até parece um Invicta (organização de MMA feminino), né? Fico feliz por terem tantas meninas neste evento. E acho legal que elas se espelhem em mim. A Ketlen Vieira disse que queria treinar comigo um dia e estava lá perdendo peso. A Mackenzie Dern vem sofrendo para bater o peso como eu sofria. Hoje, eu consigo com mais facilidade, por causa da experiência. E sei que ela vaia conseguir também”, adicionou

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(Crédito da foto: Reprodução/Instagram Cris Cyborg)