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Dupla de ataque destaque do Taubaté na Copinha se separa para jogar em lados opostos do Gre-Nal

A Copa São Paulo de Futebol Júnior é uma grande vitrine para garotos que atuam em times menores e sonham com oportunidades nos grandes clubes do Brasil. Não são poucas as histórias de garotos que mudam de vida após a competição. Uma mudança que pode transformar amigos de longas datas em rivais, mas só dentro de campo. Foi o que aconteceu com a dupla de ataque do Taubaté na Copinha 2018. 

Dayvidson Soares
Jornalista, com passagens por Globoesporte.com, Lance! (Craque do Futuro) e Jornal Gazeta de Alagoas. Apaixonado por futebol e boas histórias.

Crédito: Foto: José Roberto Correia/ Taubaté / Divulgação

Os atacantes mineiros Lucas Grossi e Tatá, que se conhecem desde criança, desde o ano passado formavam a dupla de ataque do time sub-20 do Taubaté. Antes, eles já haviam atuado juntos na base do Atlético-MG. Neste ano foram protagonistas do ataque do clube do interior de São Paulo na Copinha deste ano e se transferiram para os maiores rivais do Rio Grande do Sul.  

O centroavante Tatá, de 18 anos, deu duas assistências e marcou dois gols na Copinha deste ano pelo Taubaté. Após a competição, acertou com o Internacional, enquanto Lucas Grossi, também de 18 anos, que se destacou com duas assistências e três gols, se transferiu para o Grêmio. 

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“Nós nos conhecemos desde quando eu fui para o Atlético-MG, a amizade começou lá. Mas depois ele continuou no Galo e eu fui dispensado. Continuamos a amizade, mas perdemos um pouco de contato”, contou Tatá, que teve a amizade retomada através do destino, que fez os atacantes se encontrarem no time do Burro da Capital. 

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Foto: Arquivo pessoal

“O futebol nos oferece grandes amizades e nos separa também, estamos sujeitos a isso que aconteceu. A amizade continua mesmo em clubes rivais, dentro de campo é um defendendo o seu escudo, lutando por algo melhor para sua vida, lutando por um futuro belo, mas fora não tem vaidade nenhuma, continuamos com a mesma amizade. O Tatá foi um verdadeiro amigo que o futebol me deu”, destacou Lucas Grossi, do Grêmio.  

Agora em clubes diferentes, cada atacante traça seus planos e objetivos para vencer no futebol.  

“Meu sonho é ser um grande profissional dentro deste clube que tem uma história maravilhosa de títulos e conquistas. Meu objetivo é dar sequência nessa história, ser um grande jogador aqui no Internacional”, afirmou Tatá. 

Pretendo ser feliz primeiramente. Quero só ajudar o Grêmio, trazendo resultados positivos, títulos e fazer uma grande história aqui. E com os resultados positivos ter a oportunidade de realizar meu sonho, de poder atuar no profissional do Grêmio”, concluiu Grossi. 

Foto: Arquivo pessoal

Talvez no primeiro Gre-Nal entre os dois amigos seja especial. Onde além de estarem em campo representando suas equipes em um clássico, poderão relembrar os duelos de criança quando antes de serem amigos, eram rivais.  

“Como somos da mesma cidade, quando a gente era menor jogávamos sempre contra”, revelou Lucas, que deixou o amigo Tatá contar o restante dessa história: “Acho que ele deve lembrar, eu jogava pelo Riachinho e ele pelo Sintéticbool, foi nossa primeira decisão um contra o outro a muito tempo atrás. Se não me engano foi a Taça Criança Esperança”, concluiu a promessa do Internacional.  

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