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Do outro lado do mundo: gremista conta como é viver a era vitoriosa direto da Austrália

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Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

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Crédito: Foto: Reprodução/Instagram

O gremista Felipe Vieira deixou o Brasil em 2015 e levou na mala um misto de decepção e incerteza com relação ao Grêmio, que, por mais que tentasse, não parecia encontrar maneira de dar fim ao jejum de grandes títulos. Natural de Caxias do Sul, o torcedor foi pela última vez na Arena em uma vitória por 3×0 sobre o União Frederiquense, pelo Gauchão, e de lá pra cá, coincidência ou não, viu do outro lado do mundo o tricolor empilhar conquistas.

Em Brisbane, na Austrália, Felipe trabalha como chef de cozinha, muito embora tenha se formado em Comércio Exterior. Em entrevista exclusiva ao Torcedores.com, o gremista revela que mudou a carreira pelo desejo de morar fora do país e que, muito por conta do fuso horário, precisa se desdobrar para poder acompanhar o tricolor.

“Eu acompanho tudo relacionado ao Grêmio. Claro que eu já fui bem mais louco como torcedor, até porque a distância do Brasil dificulta um pouco essa parte. Mas tudo o que é possível eu acompanho. Se o Mundial do ano passado tivesse sido no Japão eu teria ido”, conta o torcedor do Grêmio.

A quebra do incômodo jejum ocorreu no final de 2016, quando Felipe já estava no segundo ano de Austrália. Mas nem por isso o penatacampeonato da Copa do Brasil deixou de ser comemorado. No meio de uma balada australiana, o gremista encontrou o motivo que faltava para celebrar.

“Essa Copa do Brasil eu acompanhei praticamente ela inteira pelo rádio. Por aqui, praticamente todos os jogos acabam sendo de manhã. Na final contra o Atlético-MG, eu e uma gurizada nos reunimos em um bar que rola umas baladas e tem um telão. Foi a maior festa. Fizemos vídeos e até lives bem loucos cantando e comemorando”, revelou.

Churrasco e aposta direto da Austrália

Felipe diz que a comemoração do título da Libertadores, no ano seguinte, seguiu o mesmo repertório: com os mesmos amigos gremistas e nesse mesmo bar. Mas teve um acréscimo até para matar a saudade do Rio Grande do Sul. Em que pese o fuso horário, a turma tricolor fez questão de assar um churrasco para saborear o tricampeonato.

“Por aqui eu uso bastante a camisa do Grêmio, como dá pra perceber nas redes sociais. E tem muita gente que acha a camisa bonita e questiona o que significa. Os sul-americanos praticamente todos conhecem o Grêmio aqui. Alguns europeus reconhecem também”, comenta o tricolor.

O grande momento do Grêmio interferiu no próprio visual do torcedor. Em uma aposta com o próprio pai, Felipe prometeu raspar o cabelo em caso de título da Libertadores. Não deu outra: em plena Austrália, o gremista ficou careca e ilustrou no próprio corpo a felicidade com o clube do coração.

Nas redes sociais, Felipe demonstra o carinho pelo Grêmio:

 

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