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Inspetor de colégio, japonês faz história na Maratona de Boston

A Maratona de Boston, realizada na última segunda-feira (16) teve como vencedores a americana Des Linden e o japonês Yuki Kawauchi. O japonês conseguiu talvez o maior feito de todos, pois além de bater corredores de Quênia e Etiópia, países tradicionalmente dominantes em maratonas, também o fez sem ser sequer atleta profissional.

Victor Martins
Um homem que acredita ser jornalista, escritor e 'chato'. Decidam vocês qual será a opção escolhida.Formado na Universidade Metodista de São Paulo. No Torcedores desde 2016 ou algo parecido.

Crédito: Reprodução/Instagram

Kawauchi trabalha como inspetor de um colégio na cidade de Saitama (JPN). Como atleta amador, tem apenas tempo para treinar durante o tempo livre, mas tem experiência desde a infância no esporte. Costuma treinar nos dias de semana por até 120 minutos antes de trabalhar. E nos finais de semana, faz 150km de treinos em subida e descida de trilhas.

O amadorismo parte de opção do próprio corredor. O vencedor da Maratona de Boston tem recusado patrocínios para seguir carreira como profissional na corrida de rua. Não apenas por sua situação financeira não necessitar disto, mas também pelo fato de que, no Japão, funcionários públicos são proibidos de terem mais de um emprego.

“Gostaria que corredores que realmente precisassem de apoio financeiro recebessem esse tipo de ajuda. Não tenho esse problema. Seria mais interessante se eles recebessem esse suporte”, disse o japonês em entrevista reproduzida pelo Globoesporte.com

Mesmo com a rotina amadora, Kawauchi vem se destacando no esporte. Em 2017, venceu cinco das 12 maratonas que disputou, uma delas a de Oslo (NOR). Para descansar das provas, prefere usar acupuntura e recuperação em águas termais.

“Após uma corrida ou treino puxado, faço um tratamento em águas termais e recorro às agulhas, tentando me livrar da fadiga. Se eu sentir muita dor, ajusto o meu treino para que eu não fique contundido por um longo período”, explicou.

Kawauchi venceu a corrida à frente do queniano Geoffrey Kirui e do americano Shadrack Biwott. Toshihiko Seko, em 1987, foi o último japonês a vencer esta corrida, uma das mais tradicionais do mundo.

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(Crédito da foto: Reprodução/Instagram)