Seis times da Série A já trocaram de técnico em 2018: confira quais

Com a saída repentina de Nelsinho Baptista do Sport, agora já são seis clubes da Série A que mudaram de comando em 2018. Além do time pernambucano, Flamengo, São Paulo, Atlético-MG, Botafogo e Paraná. Embora apenas Nelsinho tenha deixado o cargo após o início do Brasileirão, cada um deles tem sua particularidade. Confira.

Iago Garcia
Colaborador do Torcedores.com e da TV Torcedores em Paris (FRA).

Crédito: Divulgação: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

1 – Oswaldo de Oliveira – 09/02 (Atlético-MG)

Bastou apenas um mês de futebol em 2018 para Oswaldo acumular polêmicas e resultados ruins. No campeonato mineiro, o Galo vinha de maus resultados e em fevereiro não figurava nem entre os oito classificados para a fase mata-mata. Mas o estopim foi a polêmica entrevista coletiva no Acre, após empate contra o Atlético-AC pela Copa do Brasil. Na ocasião, Oswaldo bateu boca e quase agrediu fisicamente o repórter Léo Gomide, da Rádio Inconfidência. Com a repercussão negativa, foi demitido dois dias depois pela direção mineira.

2 – Felipe Conceição – 10/02 (Botafogo)

Um dia depois da demissão no Atlético MG, foi a vez de Felipe Conceição ser mandado embora do Botafogo. O técnico foi escolhido como a solução caseira para o lugar deixado por Jair Ventura, que decidiu ir para o Santos. Mas a inexperiência de Conceição falou mais alto e os resultados não vieram. Depois de uma eliminação vexatória na Copa do Brasil para o Aparecidense-GO, a derrota para o Flamengo na Taça Guanabara foi o estopim. Demissão após apenas sete jogos: duas vitórias, três empates e duas derrotas.

3 – Wagner Lopes – 16/02 (Paraná)

Wagner Lopes foi o escolhido para montar o elenco do Paraná para disputar a Série A do Brasileirão após 10 anos longe da elite. Mas nem a euforia pela campanha de 2017 foi suficiente para espantar a desconfiança da torcida diante de um ano tão importante. Foram apenas seis jogos no comando do tricolor paranaense, com três derrotas, dois empates e apenas uma vitória. Foi lanterna do grupo: suficiente para ser mandado embora.

4 – Dorival Júnior – 09/03 (São Paulo)

O desgaste de Dorival com o São Paulo já vinha desde a campanha ruim de 2017. Mesmo conseguindo livrar o time do rebaixamento e colocá-lo na Sul-Americana 2018, o técnico era questionado pela imprensa e torcida por não conseguir dar um padrão tático à equipe. E a perda de titulares como Lucas Pratto e Hernanes fez com que a situação piorasse ainda mais. Nomes caros chegaram, sem o aval de Dorival, e o time não andou. Até que a derrota para o Palmeiras no campeonato paulista foi a gota d’água. Dorival foi demitido no início de março e o Tricolor foi atrás de Diego Aguirre.

5 – Paulo Cesar Carpegiani – 29/03 (Flamengo)

O técnico veterano foi contratado após Reinaldo Rueda decidir deixar o rubro negro para treinar a seleção chilena. O início já não foi fácil, com Carpegiani dizendo na coletiva de apresentação que não era técnico, mas sim diretor. E após a derrota na semifinal do campeonato carioca, no fim de março, para o Botafogo, não teve jeito. Nem a vitória fora de casa contra o Emelec, na Libertadores fez com que Carpegiani segurasse o carto de técnico, muito menos diretor.

6 – Nelsinho Baptista 24/04 (Sport)

Nelsinho foi o primeiro a deixar o comando após o início do Brasileirão. Na última segunda-feira (23), o time pernambucano empatou contra o Botafogo, na Ilha do Retiro. A princípio não havia rumor sobre demissão ou algo do gênero. Até que no dia seguinte, o próprio Nelsinho convocou coletiva de imprensa e “chutou o balde”. O técnico anunciou o desligamento do Sport após quatro meses de sua terceira passagem pelo clube pernambucano. “Estou fora do Sport. Não consigo trabalhar com pessoas que enganam todo mundo”, disparou.

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