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Comovido por crise, Grêmio fez “vaquinha” e doou dinheiro a venezuelanos

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Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Grêmio

Foto: Grêmio

Crédito: Foto: Flickr/Grêmio

O cenário assustador visto a cada esquina da Venezuela sensibilizou o Grêmio, que esteve da madrugada de sábado até o final da noite de terça no país sul-americano para o duelo contra o Monagas, vencido por 2×1, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores. Prateleiras vazias nos mercados, falta de remédios em farmácias e filas para garantir comida foram fatores que motivaram o elenco tricolor a agir.

Da luxuosa concentração no hotel em Maturín, o grupo de jogadores teve a ideia de organizar uma “vaquinha” para doar dinheiro a funcionários venezuelanos do estabelecimento. Segundo o Globoesporte.com, a iniciativa partiu do goleiro Marcelo Grohe e foi prontamente atendida pelos demais atletas – o valor reunido foi de cerca de 360 dólares.

“Ajudamos. A gente se compadeceu com a situação do país. A gente sabe que eles estavam precisando bastante dessa ajuda. O pessoal que estava lá no hotel nos ajudando e trabalhando em prol do nosso time, a gente fez uma vaquinha e tomara que a gente tenha conseguido ajudar bastante e ter deixado bastante famílias felizes”, explicou o volante Ramiro, autor de um dos gols da vitória por 2×1.

Segundo o diretor-executivo André Zanotta, o clube levou uma quantia a mais de itens e mantimentos para doar aos venezuelanos. Membros da equipe de apoio e da comissão técnica do Grêmio também deram sua contribuição deixando utensílios básicos como produtos de higiene.

Renato fez apelo ao mundo

Uma das atitudes mais destacadas do Grêmio nesse período na Venezuela foi protagonizada pelo técnico Renato Gaúcho. Após um treinamento, ele coordenou a distribuição de águas do próprio tricolor para garotos das categorias de base do Monagas, que treinavam sem nenhum tipo de líquido acompanhando – reveja a bonita cena:

“Difícil falar, pois machuca o coração. Tivemos essa experiência no ano passado também. Pedimos para trazer algumas coisas mais usadas, remédio, água, papel. Esse ano de novo. O mundo precisa olhar para a Venezuela. As pessoas precisam pensar diferente. O que nós vimos choca. Fizemos a nossa parte. Mas não é suficiente. Ajudamos algumas pessoas, mas aqui é um país. A coisa aqui está feia. Falo para os meus jogadores valorizarem o que eles têm. Não podemos reclamar da vida. O que a gente viu aqui… torcemos para que esse povo volte a viver com alegria”, falou Renato depois da partida.

No que toca ao campo, o Grêmio fez sua parte, venceu por 2×1 e agora só depende de si para se classificar em primeiro na chave. Na quarta-feira que vem, recebe o Defensor na Arena.

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