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Guto Ferreira fala sobre momento de Kayke e Nilton no elenco do Bahia

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Baiano, 22 anos, jornalista em formação pela Universidade Jorge Amado (UniJorge). Apaixonado por esportes em geral, de preferência basquete, tênis e futebol, este último com maior fervor. Contato: victorw10@outlook.com

Crédito: Felipe Oliveira/Divulgação/ECBahia

A semana do Bahia foi iniciada com um protesto realizado no Fazendão, nesta última segunda-feira (21). Um dos alvos da abordagem foi justamente o técnico Guto Ferreira.

Entrevistado do dia na sala de imprensa da Arena Fonte Nova, o treinador do Bahia admitiu surpresa com o protesto feito no Fazendão, mas garantiu que a conversa com torcedores aconteceu de maneira tranquila e que não lhe faz sentir-se pressionado.

“Surpreso, por causa do momento, mas, para mim foi muito tranquilo. O clube tem, por trabalho do departamento de marketing, sempre que viajamos, o hábito de se reunir com um grupo de torcedores, sócios, nos hotéis, nas cidades em que vamos e que têm consulados. E já fizemos isso várias vezes. O papo de ontem foi em torno disso. Não dá para dizer que foi isso, porque não foi programado, mas o tom da conversa foi essa, uma conversa, um bate-papo a respeito da equipe e até uma troca. Assim como eles perguntavam algumas coisas e pediam algumas, a gente pedia outras. Foi uma troca sadia, dentro de um respeito grande. Esse tipo de situação não tem nenhum problema para mim. Foi uma conversa, uma troca. Esse tipo de indagação com torcedor não é problema, sempre dentro de um respeito”, explicou o técnico do Esquadrão.

“Não me senti (pressionado). Inclusive, a colocação das lideranças foi exatamente essa. Não foi uma forma de fazer pressão, eles foram lá entender o processo da equipe, para ver de que maneira poderiam estar auxiliando mais”, acrescentou.

Outros pontos da coletiva foi a situação de Kayke e Nilton, atletas renomados que foram contratados em janeiro, gerando expectativa por parte da torcida, mas que nesta altura da temporada não estão nem perto de serem jogadores fundamentais para o elenco.

Sobre Kayke:

“Eu não costumo desistir dos jogadores. Só que o momento de Kayke… Kayke teve muito mais oportunidade. E o momento não é o momento viável. Temos que deixar parar um pouquinho e a equipe dar uma estabilizada, e a partir disso a gente encontrar o melhor momento em que Kayke esteja com a cabeça mais forte, em termos de confiança, que a equipe faça partidas que possam trazer uma confiança maior do torcedor. Que a gente, dentro desse panorama, possa encontrar um momento de oportunizar o Kayke e que ele possa, quando receber a oportunidade, se encontrar. Porque, se não se encontrar, volta tudo à estaca zero. Isso foi feito um pouco com Élber, e a gente conseguiu. Tudo é o tempo. Não adianta eu ficar acelerando o processo, a gente vai correr riscos. A gente não está levando o Kayke, e vamos ter um só centroavante à disposição, porque ficam só sete jogadores nas partidas da Sul-Americana. Pera trazer para dentro do campo um jogador que, ao entrar, toda a torcida vai conspirar contra, por causa da situação de momento dele. Então é melhor esperar um momento de trazer confiança maior. Até para preservar ele e preservar o que estão dentro do campo. Gostaria que isso não acontecesse, mas infelizmente é o futebol. Acontece. Não pode desistir das pessoas, e tem que encontrar o melhor momento de voltar a oportunizar e fazer com que o jogador se recupere. Tudo isso, se houvesse cooperação, não aconteceria. A gente conseguiria fazer essas fases de forma mais rápida. São decisões muito difíceis, mas que, em algum momento, tem que ser tomadas, mesmo saindo ferido dessa situação, mesmo não gostando da procedência que tem que ter”.

Sobre Nilton

“É um jogador que está buscando seu espaço, que, dentro da nossa leitura, é um jogador que tem alguns jogadores que estão à frente. Nos momentos em que a gente achou viável coloca-lo, colocamos. Em algumas partidas, ele deu uma reposta importante, como foi o Ba-Vi que entrou, o jogo contra o Jequié. Entrando no segundo tempo. E em outras partidas começando, ele não teve a felicidade de fazer um grande jogo. Mas tudo isso é um processo de um jogador com caráter extremo. É um jogador que trabalha muito, busca o espaço e que talvez, se a gente tivesse necessidade, durante toda a partida, o hábito de estar trocando volante, talvez já tivesse mais oportunidades. Não é o que vem acontecendo. A gente troca muito mais jogadores de frente do que os de trás. Então, por isso, às vezes falta um pouco mais de oportunidade”.

Sobre como pretende atuar diante do Blooming, Guto optou por fazer mistério e não revelar sua estratégia de jogo.

“Eu não tenho que ficar declarando o que vamos fazer. Cabe ao analista, na hora que enxergarem o jogo, visualizar a proposta de jogo. Antes, eu iria adiantar uma situação onde vou permitir que o adversário fique precavido para isso. Então peço desculpa”, completou.

O Bahia vai entrar em campo às 21h45 desta quarta-feira, na Fonte Nova.