Natação

De atleta a treinador, Marcos se nega a largar as águas

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Crédito: Facebook: marcos.rojoprado

Marcos Rojo Prado, mais conhecido como Marcão, com 57 anos, nascido em São Paulo capital e atualmente morando em Bragança Paulista, praticava natação desde os 6, permanecendo como atleta de natação até os 18 anos e depois passando pelo saltos ornamentais e maratonas aquáticas em rios , lagos e represas, e depois ingressando para o triathlon

Marcos estudou educação física de 1982 até 1984 na FEC(Faculdade de Educação Cultura), fazendo dois cursos de extensão em treinamento de natação e tênis de campo. Começou a atuar como técnico em 1987 em Bragança Paulista em academias e clubes, sempre trabalhando na formação de grandes atletas.

“Em 1995 trabalhei no esporte clube Pinheiros em são Paulo com a base (petiz e infantil), em 1999 retornei para Bragança Paulista em academias e em 2001 fundei uma Associação de Pais e Atletas”, conta Marcos ao Torcedores.com

“Optei pelas aulas e treinos de tênis de campo em Bragança Paulista porque não tinha lugar para aulas de natação. Aí, em 1987, construíram uma academia e eu comecei com eles e em breve já montamos uma equipe. Em 1988 abandonei o tênis e só me dediquei em natação”, diz Marcos.

Desde 1988, fui técnico de vários lugares, os mais importantes foram : Esporte Clube Pinheiros, SEMJEL/APAN (Secretaria municipal da juventude esportes e lazer/ Associação de Pais e Atletas) natação , seleção brasileira paralímpica, add (associação desportiva para deficientes e atualmente tem uma assessoria esportiva (www.marcosrojoassessoria.com.br) e trabalho de voluntário no IDD (Instituto Daniel Dias).

“O que me motivou a ser treinador é porque desde pequeno, eu tinha o dom para formação de Campeões, vencer desafios e muito mais. Desde 1998 trabalho com paralímpicos, é uma experiência extraordinária, inovadora, audaciosa, e muito vitoriosa. Isso me atraiu muito, tanto que durante anos só me dediquei ao paralímpico (mais precisamente de 2005 a 2018)”, diz Marcos.

Marcos também já foi treinador de tênis de campo, pois diz ele que isso é mudança certa que a vida lhe oferece. E isso tudo porque seu grande ídolo é Ayrton Senna, pela sua garra, sua determinação e por toda sua história.

Marcos com 57 anos de vida e 36 de borda de piscina, acredita que não tem hora para parar e se aposentar, pois ele é apaixonado e muito dedicado no que faz e não se vê longe das piscinas. E agora nas travessias, águas abertas, maratonas aquáticas, suas escamas necessitam de água, de muita água.

“O que eu digo sempre: ninguém consegue nada sem esforços, sem dedicação, sem vontade de querer conquistar seus objetivos e metas, sem sangue nos olhos. Mas para isso tem que ter coragem para alcançar os resultados que você coloca pra você, senão nada terá sentido. Sempre que puder estarei direcionando você e pegando no seu pé”, diz Marcos.

“O que eu ainda sinto que falta é de profissionalismo dos gestores, dos chefes, dos responsáveis pelas entidades, associações, clubes, dirigentes. Que valorizassem o profissional e não como sempre foi e será: só valorizar o atleta. O que seria destes atletas sem a nossa dedicação? Infelizmente não seriam nada, não dariam resultados quando teriam que dar, não ganhariam medalhas, não quebrariam recordes, não desenvolveriam, não conquistariam patrocínios, não conseguiriam sobreviver sem o nosso trabalho e de uma equipe multidisciplinar como (fisioterapeuta, nutricionista, preparador físico, médicos, psicólogos dentre outros)”, finaliza Marcos