No Dia do Trabalho, veja quanto ganha um jogador de futebol no Brasil

Dados mostram que os grandes salários são para poucos no futebol brasileiro. No Sul do País, onde há mais recursos, o cenário não é muito diferente.

Cássio Cundari
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Afonso Lima.

Anualmente, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) produz um relatório que traz informações a respeito dos registros, transferências e salários dos jogadores profissionais no País. Em 2016, foi a última vez que a entidade máxima do futebol brasileiro divulgou publicamente os dados sobre salários.

De acordo com esses dados, pouco mais de 96% dos jogadores de futebol profissional no Brasil receberam até R$ 5.000,00 por mês em 2015. Por outro lado, apenas 1% dos atletas ganharam mais do que R$ 50.000,00 mensais. Naquele ano, a base de dados da CBF acusou o registro de 28.203 atletas.

É bem provável que por causa da inflação, os salários tenham aumentado desde então. Contudo, a distribuição salarial mostrada pelo relatório não deve ter mudado bastante, com a grande maioria dos jogadores ganhando bem menos do que muitos imaginam.

Apesar da carência de investimentos (públicos ou privados) em muitas regiões, a falta de mobilização e representatividade também contribui para a baixa valorização dos atletas. No entanto, até mesmo onde o cenário tende a ser melhor, com mais recursos disponíveis e sindicatos fortes e estruturados, os salários não são muito maiores.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, onde há um acordo que determina o piso salarial para os atletas, o salário exigido atualmente dos clubes da primeira divisão gaúcha é de, no mínimo, R$ 1.800,00 mensais. De acordo com a convenção coletiva acordada entre o SIAPERGS (Sindicato dos Atletas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul) e os clubes de futebol, o piso para os jogadores dos demais times é ainda menor.