Opinião: As maiores ‘pataquadas’ da diretoria corintiana dos últimos 3 anos

A notícia que entristeceu muitos corintianos: a saída do técnico Carille para um clube árabe. Os rumores que eram fortes na semana passada na qual já haviam inclusive confirmados através do seu pai (em reportagem concedida a TV Globo), uma suposta saída, que se contextualizou, nessa  terça feira (22). Muitas perguntas vêm à tona:

Artur de Figueiredo
Jornalista/ Especialista em Comunicação- Com mais de 10 anos de experiência com atuações em diversas plataformas. Desde a graduação venho atuando, como colaborador de diversas mídias. Em 2008, comecei a escrever para o maior portal de Rock e Heavy Metal do país, o Whiplash.net. No mesmo período, me ingressei como apoiador da cena cultural, artística, em especial, de São Paulo e região metropolitana, estive na redação do Stay Heavy. Posteriormente, tive a oportunidade de escrever também como colaborador da maior revista segmentada de Heavy Metal e Classic Rock, a Roadie Crew. Já na área esportiva, como jornalista de esporte Olímpico, tive o privilégio de atuar diretamente nas reportagens, comentários, sendo setorista de Sada Cruzeiro, Sesi São Paulo e Pinheiros, com foco sempre no voleibol. Redator e repórter do site mineiro: Virtuai.com, além do Portal Torcedores.com. No rádio, atuei como comentarista da Metropolitana AM 1070 e Garota FM 87.5. Atualmente, sou colaborador da rádio Poliesportiva. Continuo de forma ativa, buscando conteúdo exclusivo de qualidade, para todos amantes do esporte, contribuindo com informação de relevância para as demais plataformas. Finalizando, atuei como Assessor de Imprensa do clube União Mogi Futebol Clube e colunista do jornal Gazeta Regional. Sempre em busca de novos desafios, aberto ao crescimento, ao desenvolvimento profissional, especialmente, o crescimento humano, em cada área almejada.

Crédito: Fábio-Carille-Fan-Page

Por que? Como? Quais os valores?. A diretoria alvinegra tem sido pivô de verdadeiras ‘pataquadas’, que se confirmaram em forma de desmanche e má gestão de recursos, especialmente no caso Carille, recentemente. Com a tarimba de ser o técnico mais valorizado da atual conjuntura, ‘futebol brasileiro’. Com os números na mesa, o que o presidente Andres Sanches fez? Apenas aceitou a rescisão do até então comandante alvinegro, sem ao menos, tentar uma valorização, com  o tempo maior de contrato e uma multa que o resguardasse de qualquer assédio vindo do exterior.

Com o discurso polido que é inevitável segurar esse ou aquele atleta, de forma passiva, Sanches, apenas concordou, sem qualquer tipo de objeção, o que soa, bastante estranho, especialmente, por ser tratar de um técnico, com todos pré-requisitos, como um nome fresco para a nova geração do futebol brasileiro.

A conversa que se é debatida entre especialistas, jornalistas, torcedores: ‘Por que a cada temporada, se torna um verdadeiro pesadelo para a nação corintiana’?

Está em dúvida sobre qual curso de faculdade escolher?

Mesmo diante números bem positivos, com o time mais copeiro do país no novo milênio, outro fator se acentua: como uma equipe que bate recordes com Arena lotada, a quase toda partida, sucesso no sócio torcedor, entre outras ações, se mantém em situação tão vulnerável? A resposta está na ponta da língua: o pagamento do estádio custeado através do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social).

O estádio que passou por citações, como envolvimento no escândalo da tão famigerada ‘Lava Jato’, que teve como envolvidos, o presidente da construtora “Odebrecht”, Marcelo Odebrecht, e pessoas ligadas ao ‘Timão’, na ocasião, o vice presidente do Corinthians, André Luiz de Oliveira, conhecido como André ‘Negão’, em 2016.

O nome do clube iria literalmente para a ‘lama’, esse reflexo chegava de forma direta aos cofres alvinegros. Com o não pagamento da Arena, que claramente, superfaturada, lá se desenvolvia uma dívida sem precedentes. Em 2015, os corintianos comemoravam o título nacional, cuja campanha marcada pela perfeição, irretocável. Jogadores, como: Renato Augusto, Jadson, Ralf, Vágner Love, entre outros, foram sendo negociados, de forma ininterruptas.

Os dirigentes alegavam no momento que o clube carecia de recurso e precisava negociar os atletas citados. Reflexo disso se viu dentro dos gramados, com a temporada que se sucedeu, com a equipe não ganhando absolutamente nada. Contratos curtos, multas baixas foram os protagonistas do conhecido ‘desmanche alvinegro’. Em 2016, na mesma leva, Elias, Bruno Henrique, apagaram de vez a luz, e as pretensões para qualquer conquista, supostamente.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

Ano de 2018 se define, o título paulista acende como promissor e o assedio de outrora, esperado e conhecido pela diretoria, apenas padece, num silêncio perturbador. Carille entrava de vez, como grande nome do futebol ‘Brazuca’, com o bicampeonato paulista. Feito esse que se repetiu apenas no ano de 1982/83, na importante ‘Democracia corintiana’, consagrada por nomes, como: Sócrates, Wladimir, Casa Grande, entre outros.

Sabendo do assédio que estaria por vir, novamente, a diretoria se calou e aceitou de forma passiva o fato. A saída de Carille abre um precedente preocupante: as transferências dos demais atletas, que configuram uma equipe vitoriosa. O nome de Rodriguinho, sempre em pautas de vários clubes. Jadson, Romero, Gabriel, Balbuena, o jovem Pedrinho, entre vários outros, se confirmam.

Para o futuro fica a pergunta do torcedor alvinegro: ‘Pagar dívidas baseadas em má gestão, maus contratos e posteriormente, expectativas sobre um futuro que se desenha, como minimamente, ‘incerto’. ‘Santo se faz em casa’, nem sempre o bordão, ditado popular, ou até aspecto filosófico, continuará funcionando? Osmar Loss vem com o peso de liderar a equipe mais vitoriosa do Brasil, com a sombra do vitorioso Carille, e especialmente, sob a gestão ‘questionável’ de Andres e cia.

Somente o tempo e os resultados poderão dizer…