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WADA diz que punição de Guerrero está de acordo com o Código Mundial Antidoping

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Colaborador do Torcedores

Crédito: AFP

A punição por doping que tirará o peruano Paolo Guerrero da Copa do Mundo, aplicada pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), foi justa. Pelo menos essa é a opinião da Agência Mundial Antidoping (WADA), que pedia, no julgamento de 3 de maio, 22 meses de afastamento do atacante, que acabou sancionado com 14 meses afastado dos gramados. Como já cumpriu um semestre, o atleta de 34 anos só poderá voltar a jogar em janeiro de 2019, o que significa desfalcar o Peru na Rússia.

Em contato com a reportagem, a WADA afirmou, por meio de assessoria de imprensa, que concorda com a punição aplicada ao jogador do Flamengo. “Estamos convencidos de que o CAS emitiu uma decisão que está de acordo com o Código Mundial Antidoping. Além disso, não temos mais comentários a fazer neste momento”, explica a nota.

Guerrero testou positivo para uso de benzoilecgonina, substância presente na cocaína, em exame realizado depois do empate por 0 a 0 entre Argentina e Peru, em Buenos Aires, pela penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas. Em um primeiro momento, o camisa 9 foi suspenso por seis meses, mas a sentença não agradou a WADA, que conseguiu aumentar a pena do atleta no CAS, suprema corte do esporte. Portanto, a decisão não é passível de recurso. Ele não deve mais defender o rubro-negro carioca, já que o contrato do atacante acaba em 10 de agosto.

Nesta terça-feira (15/5), a Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro) emitiu um comunicado questionando a ampliação da pena de Guerrero. Além disso, convocou uma “reunião urgente” com membros da Fifa para discutir o assunto. Em resposta ao Torcedores.com, a FIFPro se negou a comentar mais sobre o assunto neste momento.

De acordo com a entidade, a punição de Guerrero “é tão prejudicial para sua carreira” que “desafia o senso comum”. O CAS crê que o peruano fez ingestão da substância através do chá de coca e acredita que o castigo se dá pela negligência do centroavante, que poderia ter evitado a confusão. A FIFPro, no entanto, discorda, ao opinar que a sanção é incorreta, “especialmente quando foi estabelecido que não havia intenção de trapacear”.

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