Opinião: que saudades do Barcelona, cara

Que saudades do Barcelona, cara! Victor Valdes, Pique, Mascherano, Abidal e Daniel Alves; Busquets, Xavi e Iniesta; Messi, Pedro e Villa. Sob o comando de Pep Guardiola, esse é o elenco formado pelo Barcelona que encantou o mundo e, sobretudo, recriou a maneira de jogar futebol.

Joe Nunes de Oliveira
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução

Andrés Iniesta, no último domingo, encerrou sua trajetória pelo time catalão – o clube que o revelou foi o mesmo em que se aposentou. Restam apenas três passos para finalizar de vez aquela Era de Ouro: Pique, Busquets e Messi. Até para quem não torce para o Barcelona, dizer adeus não é algo tão simples.

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Provavelmente nos últimos 15 anos você já deve ter assistido algum jogo do Barça e se apaixonado ou até mesmo se perguntado “como eles fazem isso?’’. O tempo, nesse caso, foi inimigo dos amantes do futebol; perdemos pouco a pouco aquele encanto, tentando substituir o amor criado em casa por jogadores com valores astronômicos. É. Pois é. Não funcionou.

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O Barcelona definitivamente reforçou a ideia de que craque se faz em casa, com jogadores que entendam a filosofia e com um clube que entende a importância de ter uma categoria base com identidade. A filosofia catalã existia há décadas, mas, foi nos pés de Iniesta, Xavi e companhia que ganharam forma e grandeza.

Afinal, antes desse time, o termo posse de bola e marcação a pressão não me pareciam tão importantes. Onde já se viu um treinamento incentivar uma equipe a ter 70% de posse bola, com toques simples, rápidos e sem parar isso jogando em alto nível contra as maiores equipes do mundo. Foi como eu disse: recriou a maneira de jogar futebol.

Hoje em dia, o Barcelona tem craques e bons jogadores em todas as posições, porém, nem sempre foi assim. Duas décadas atrás, o clube catalão vivia preso em dívidas, com crises dentro e fora de campo. À procura por algo que tirasse o time daquela situação, o Barça precisava de um herói, e em 2003 aconteceu.

Então, foi aí que o problema (solução) começou. ”Aquele sorriso. Aquele maldito (maravilhoso) sorriso”. Essa é só para quem já assistiu 13 Reasons Why. Ronaldinho Gaúcho foi a transferência que mudou a história de um clube, como o Victor Valdes (goleiro do Barcelona na época, que jogou com o R10), dizia: “Ele é o maior talento que eu já vi no futebol. O melhor. Ronaldinho, quando chegou, mudou a história desse clube. ”

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

 

O papel de Ronaldinho na criação do Barcelona atual é fundamental (é só olhar a imagem acima). Sua transferência do PSG não somente mudou a história do clube catalão como também transformou o jogo moderno. O craque brasileiro vendia camisa, fazia gols, era aplaudido de pé pela torcida rival, ganhava títulos, dava show e principalmente conseguiu resgatar a confiança dos torcedores e do clube Catalão. Assim começa a história.

Esse texto é um texto de amor. Sim, de amor! Para mim, o maior time que vi jogar. A saída do Iniesta representa muito mais que uma saída de um clube: representa o fim da era de um dos times mais vencedores e encantadores de todos os tempos.Hoje em dia, não é a mesma coisa jogar com Barcelona nos jogos de videogame, até mesmo assistir a algumas partidas. Falta o amor à camisa do Victor Valdes, a técnica do Daniel Alves; falta a liderança do Puyol e Xavi, a inteligência e a genialidade clássica do Iniesta, fora aquele tal de Lionel Messi.

De um time que apaixonava, hoje apenas resta saudades.

 

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