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Opinião: vitórias e vexames da seleção brasileira em Copas

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Lucas Figueiredo / CBF

Única seleção do mundo a ganhar cinco títulos, a seleção brasileira coleciona vitórias e vexames em sua história nas copas.

A partir da edição de 1950, realizada no Brasil, nossa seleção começou a ser destaque mundial por conta de seus craques e também de seus resultados. Mas todo o favoritismo da seleção de 50 veio por terra no último jogo da competição. Após ter atropelado Espanha e Suécia, os brasileiros davam por certo a festa contra o Uruguai. Mas o inesperado aconteceu. Vitória do Uruguai na final no Maracanã: era o eterno “maracanaço”.

Em 54, na Suíça, a seleção adotou pela primeira vez a camisa amarela, após a branca ser aposentada por azar da final de quatro anos atrás. Mas o novo uniforme também não deu tanta sorte, fomos eliminados nas quartas de final para a Hungria.

Na copa de 1958, na Suécia, era apresentado ao mundo o talento de Pelé. Com apenas 17 anos, Pelé ao lado de Vavá e Garrincha, levava a seleção brasileira pela segunda vez a uma final de mundial; agora era contra a anfitriã Suécia. Com a defesa mais sólida da competição e um ataque genial, o Brasil vencia por 5 a 2 e levantava pela primeira vez a Jules Rimet.

Quatro anos depois a copa voltava à América, no Chile. O Brasil, voltara a ser considerado favorito por defender o título mundial de 58. Logo nos primeiros jogos,  a seleção perde Pelé no auge de sua carreira. Contundido e sem poder jogar o restante da copa, surge Garrincha, fundamental na conquista do Bi Campeonato contra a extinta Tchecoslováquia.

Empolgados com o sonho do Tri, fomos da esperança ao vexame na copa da Inglaterra em 1966. Com um time desorganizado em campo, o resultado foi a queda precoce na primeira fase da competição. Naquele ano, os anfitriões levantavam o único título de sua história em copas.

No mundial de 70, no México, a equipe brasileira chegava forte com jogadores como Pelé, Tostão, Jairzinho e Gérson. Com um dos melhores times da história mundial, o Brasil conquistava o Tri Campeonato vencendo a Itália na grande final.

Já na edição seguinte, com um time mais discreto, sem favoritismo e sem Pelé, o time Brasileiro, comandado por Zagalo, caiu perante a poderosa Laranja Mecânica que perderia a final para a dona da casa, a Alemanha.

Em 1978, na única copa realizada na Argentina e a primeira vencida pelos  “hermanos”, caímos na segunda fase sem perder nenhum jogo. O empate em 0x0 com os anfitriões marcou a desclassificação. Restou vencer a Itália e conquistar o terceiro lugar da competição.

Com um time brilhante formado por Falcão, Cerezo, Zico, Sócrates e companhia, chegamos a Espanha com mais um favoritismo nas costas. Mas isso não foi suficiente. Após uma primeira fase muito ruim e ter deslanchado na segunda fase, a Itália que venceria a Alemanha na final, vencia o Brasil e colocaria fim no sonho do título.

A equipe de Telê Santana em 1986, no México, tinha Zico e Falcão sem condições de serem titulares e Sócrates e Júnior longe de suas condições físicas ideais. Embalada, a seleção brasileira caiu nas quartas de final para os franceses nos pênaltis e viu a Argentina de Maradona levar seu segundo título para casa.

Na copa da Itália, em 90, fomos eliminados pela então atual campeã mundial, a Argentina de Maradona e Caniggia, nas oitavas de final. Conhecida com a “Era Dunga”, mais um vexame marcava a equipe Brasileira que viu a Alemanha chegar ao tri.

Mas como o mundo do futebol também gira, Dunga se tornara capitão da seleção quatro anos depois, e na Copa dos Estados Unidos, 24 anos anos depois do último título mundial e embalados por Bebeto e Romário, vencíamos a Itália na primeira final de copas disputada nos pênaltis depois de um 0 x 0 sofrido.

Pesava novamente o favoritismo sobre a seleção brasileira em 1998. Na única copa vencida e realizada pelos franceses, o Brasil brilhou ao longo da competição com um timaço até chegar na final contra os anfitriões. Um apagão tomou conta de Ronaldo e de todo o time na final, e após um 3 x 0 inesperado, a França fez história ao vencer o Brasil naquela final em casa.

Com dificuldades para se classificar, a seleção de 2002 chegava para a primeira copa da Ásia com muitas contestações na convocação de Luis Felipe Scolari. Mas ao longo da copa se viu um time empolgado e brilhante; era a família Scolari que nascia. Chegamos à final mais uma vez, agora contra os alemães. Com dois gols de Ronaldo, comemoramos o pentacampeonato.

Em 2006, na Alemanha, o quarteto fantástico de Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano não funcionou como o esperado. A eliminação veio nas quartas de final, para a França de Zidane. A Itália se sagrou tetra campeã contra a França, nos pênaltis.

Na edição de 2010, o jeito Dunga de comandar também não foi muito eficiente. Eliminação para a Holanda, novamente nas quartas de final. A mesma Holanda perderia o título para a poderosa Espanha, que conquistara seu primeiro e único título mundial.

Em 2014, a seleção brasileira empolgada pelo título da Copa das Confederações em 2013, sofreu o maior vexame de sua história e em casa. O mundo assistiu ao passeio alemão em pleno Mineirão. Com um time sem reação nenhuma em campo, sofremos a maior derrota da história da seleção em copas. O histórico 7 x 1 será lembrado por todas as gerações que acompanharem nossa seleção. A Alemanha chegava ao seu quarto título vencendo a Argentina  por 1 x 0 no Maracanã.

E em 2018? O que nos espera na Rússia?!

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