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Presidente do Bahia revela busca por técnico com estilo ofensivo

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Baiano, 22 anos, jornalista em formação pela Universidade Jorge Amado (UniJorge). Apaixonado por esportes em geral, de preferência basquete, tênis e futebol, este último com maior fervor. Contato: victorw10@outlook.com

Crédito: Felipe Oliveira/Divulgação/ECBahia

11 dias após a demissão de Guto Ferreira, a diretoria tricolor ainda está no mercado em busca de um novo nome para dirigir o Bahia no restante da temporada. Buscando contratar um técnico com “convicção”, o presidente Guilherme Bellintani explica a demora no anúncio de um treinador e cita o perfil que está sendo buscado pelo clube.

Em entrevista após o triunfo sobre o Corinthians, o presidente Bellintani pediu paciência para a torcida e revelou estar procurando no mercado um técnico com características de jogo ofensivo, mas que também exerça liderança dentro do elenco.

“Vale a pena trazer logo alguém que a gente não tenha tanta convicção ou esperar mais um pouco, conversar, tentar convencer, por exemplo, um outro treinador que a gente tenha mais convicção a vir pro trabalho? Por causa de dois ou três jogos contra 35 que a gente terá até o final do ano, a gente tem tido um pouco mais de paciência. “Ah, precisamos trazer um treinador antes do próximo jogo”. E é um jogo só. Mas ele vem para treinar 35. E aquele que vem, está disposto a vir, está disponível, não é necessariamente aquele que a gente tem mais convicção. Então essa é a nossa estratégia”, explicou o presidente tricolor.

“O que a gente tem buscado são treinadores que se encaixem no perfil que o Bahia quer jogar, um perfil mais para frente, mais dinâmico, mais de transição do que aquele treinador que joga com o time mais fechado. Esse é o primeiro conceito. Segundo: tem que ser um treinador que tenha liderança, espírito de grupo, que seja muito bom em gestão de pessoas. Isso é muito importante. A gente sabe que grande parte do sucesso de um time de futebol é confiança. Então não poder ser um treinador que jogue a confiança dos atletas para baixo. São várias características. Diria que, naturalmente, não fazer experiência é não trazer treinador que não tenha um histórico vencedor”, falou Bellintani.

Perguntado sobre inúmeros nomes, Bellintani optou por não detalhar.

“Não vou falar de nomes, até porque já vazou o nome de todo mundo. Acho que o Brasil inteiro vem treinar o Bahia por vazamentos diferentes. Não vou falar de nome. A gente tem alguns nomes que estão no perfil que a gente deseja. A torcida pode ter certeza que em breve a gente vai anunciar, mas sem a pressa necessária. Eu entendo a ansiedade do torcedor, mas queria colocar um pouco de reflexão na torcida. São 35 jogos mais ou menos até o final do ano. Vale a pena, por causa de um jogo a mais ou a menos, trazer um treinador que a gente não tenha tanta convicção para treinar 35 jogos do Bahia? Tenho que ter essa ansiedade, mas meu papel como presidente é dar um pouco mais de racionalidade. Precisamos dar uma resposta para a torcida sim, mas precisamos ao logo de toda a temporada”, disse.

Mesmo com a pausa para a Copa do Mundo, o Bahia vai entrar em campo no dia 21, pela partida de ida da semifinal da Copa do Nordeste. O adversário tricolor é o Ceará.