OPINIÃO: Protestos em favor das iranianas mostra que o futebol não é para todos

Diferentemente do que é divulgado por muitos, o futebol ainda é um esporte que não inclui todas as pessoas. E algo precisa ser feito para mudar essa situação…

Thiago D Amaral
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução FIFA

A Copa do Mundo é a celebração máxima do futebol mundial. A união dos povos, uma festa pacífica. Mas também deve ser um momento de reflexão. Na partida de ontem entre Marrocos e Irã, torcedores e torcedoras iranianos mostraram cartazes que pediam que as mulheres pudessem assistir às partidas de futebol nos estádios. Em diversos países, as entradas delas são negadas pelo simples fato de elas serem mulheres. Como ocorre no Irã, fato denunciada por torcedoras iranianas.

Por mais que tentem propagar um discurso positivista, o futebol não consegue alcançar a todos. A ideia de espaço democrático é, infelizmente, falaciosa. Os protestos de ontem são uma pequena mostra disso. Xingamentos de cunho homofóbico, o racismo crescente, mulheres sendo vilipendiadas… Tudo isso só afasta as pessoas desse esporte que tanto nos cativa.

Aqui no Brasil isso é muito claro. Desde sempre utilizamos termos homofóbicos para falar mal de alguém e, quando se diz que deve parar, as pessoas acham que é normal, que faz parte. Quando um homossexual mostra o quanto isso é nocivo e faz mal, dizem que é frescura. E, enquanto isso, afastamos milhares de pessoas de curtirem uma festa que deveria ser para todos.

No caso das mulheres, elas são assediadas em todos os lugares e nos estádios isso não é diferente. Até as profissionais que estão trabalhando no meio sofrem com isso. É algo tão preocupante, que movimentos precisam ser criados para tentar fazer com que isso pare e as pessoas se conscientizem.

E a FIFA? Nada faz. Utiliza seu discurso demagogo e vazio  do “Jogo Limpo”, enquanto cifras milionárias são desviadas para os cofres dos cartolas. As denúncias ocorreram debaixo do nariz de Infantino e companhia limitada, mas nada é dito por eles, por mais que a repercussão seja alta. Mas parece que eles não ligam para a violência que os povos federados por ela sofre. Eles vivem em um mundo paralelo, dentro de seus escritórios e com seus ternos caríssimos.

Povos sofrem, Infantino. E só querem ver futebol…

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