Três pendências a serem resolvidas por Odair Hellmann na volta do Inter ao Brasileirão

Depois de um tumultuado primeiro terço de temporada, com quedas precoces no Gauchão e na Copa do Brasil, além de protestos da torcida, o Inter reagiu a partir da quinta rodada do Brasileirão e parou com muita tranquilidade para a Copa do Mundo. 

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Ricardo Duarte/Inter

Desde o empate em 0x0 com o rival Grêmio, na Arena, no dia 12 de maio, o Inter mantém uma importante série invencível de oito jogos, o que impulsionou o clube ao 4° lugar na tabela do Brasileirão com 22 pontos. Na mesma linha das estatísticas positivas, o colorado ainda não perdeu como mandante e tomou apenas dois gols no Beira-Rio em seis partidas.

Conheça a 1xBet:

Um novo jeito de fazer sua aposta esportiva!

Mas ainda que o momento seja favorável, pendências existem e decisões terão de ser tomadas pelo técnico Odair Hellmann já na retomada do campeonato. O Inter, que se reapresenta para treinamentos nesta segunda-feira, dia 25, só volta a jogar no dia 19 de julho, fora de casa, contra o Atlético-PR.

D’Alessandro: volta automaticamente ou espera a vez?

Coincidência ou não, a série invicta do Inter “casa” com a ausência de D’Alessandro. Sua última partida foi diante do Flamengo, no Maracanã, em que o colorado perdeu por 2×0 com fraca atuação. Já na partida seguinte, D’Ale esteve fora e perdeu todas as demais partidas até a parada da Copa do Mundo – primeiro por suspensão e depois por lesão no tornozelo causada por Camilo em um treinamento.

Invicto sem D’Ale, o Inter alternou duas formas de jogar nesse período. Na maioria das vezes, manteve o tripé com Rodrigo Dourado e Edenílson “abrindo” o meio campo, com Patrick liberado para avançar. Pottker se mantinha na direita, com Damião centralizado. Lucca, em tese, era o substituto natural de D’Ale atuando no flanco esquerdo – com o camisa 10 em campo, quem faz essa função é Patrick.

No entanto, uma das melhores atuações do Inter no Brasileirão foi justamente no jogo de “despedida” da primeira parte, quando aplicou 3×1 no Vasco da Gama no Beira-Rio. Naquela noite, Odair não tinha D’Ale nem Edenílson, suspenso, e atuou praticamente em um 4-2-4, recuando Patrick para o lado de Rodrigo Dourado e promovendo a entrada de Nico López mais perto de Damião – o uruguaio, com gol, foi um dos nomes do jogo.

Veja as duas formações possíveis sem D’Alessandro – a base da segunda foi a utilizada na vitória sobre o Vasco da Gama.

Edenílson mantido entre os titulares ou Patrick recuado?

Esse mesmo jogo contra o Vasco foi, disparadamente, uma das melhores atuações de Patrick com a camisa do Inter. Vindo de trás, como segundo volante, ele encontrou espaços para avançar e dialogar com Iago e Lucca pelo lado esquerdo, sem deixar o time desprotegido. A assistência para o gol de Nico López surgiu a partir de um avanço típico de segundo volante.

Caso Odair entenda ser útil dar sequência a Patrick como segundo volante, como jogou grande parte da temporada passada no Sport, e ao mesmo tempo queira retomar D’Alessandro na equipe, a formação poderia seguir o desenho abaixo, com Edenílson reserva:

A outra opção seria a manutenção do sistema extremamente vencedor da partida contra o Vasco da Gama: o 4-2-4 com Patrick de segundo volante, Nico López perto de Leandro Damião e Edenílson e D’Alessandro na reserva:

William Pottker ou Nico López? Odair precisará decidir

A última pendência diz respeito à parte técnica, já que ambos os jogadores envolvidos na disputa ocupam os mesmos trechos do campo e podem executar as mesmas funções. Titular desde que chegou ao Inter, William Pottker vive o seu maior jejum de gols com a camisa colorada: ao passar em branco nos 3×1 contra o Vasco da Gama, ele somou 14 partidas sem balançar as redes – ele agradeceu à gratidão dos colorados que o aplaudiram:

Aos poucos, a concorrência vai mostrando ainda mais serviço e botando um ponto de interrogação na titularidade de Pottker para a volta do Brasileirão. Nico López, mesmo jogando junto com o camisa 99 contra o Vasco, aproveitou a titularidade e marcou o primeiro gol dos 3×1. Foi o sétimo dele no ano e o quarto no Brasileirão.

Caso opte por dar sequência a Nico López no lugar de Pottker, Odair faria uma troca simples no flanco direito de ataque e manteria a sua estrutura utilizada desde o início do ano: Rodrigo Dourado e Edenílson na iniciação das jogadas, D’Alessandro como armador central e Patrick espetado na esquerda. Lucca, nesse caso, perderia a vaga também.

Duas outras opções com a entrada de Nico López no lugar de Pottker: na primeira delas, D’Alessandro voltaria a exercer a função aberto pela direita, como fez durante grande parte de sua trajetória no Inter; a outra mantém Lucca – dessa vez na direita, tira D’Ale e resgata Edenílson em sistema semelhante ao que venceu o Vasco: