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Opinião: Alex foi o jogador mais injustiçado na seleção brasileira

Alex atuou pelo Coritiba, Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Parma e Fenerbahçe e foi simplesmente brilhante com e sem a bola nos pés.

Daniel Almeida
Sou jornalista formado na FIAM (FACULDADES INTEGRADAS ALCÂNTARA MACHADO), trabalho na redação de esporte da Tv Bandeirantes, repórter do Torcedores.com, apaixonado por esportes, com destaque em futebol, automobilismo e lutas.

Crédito: Bulent Kilic/EuroFootball/Getty Images

Para Alexsandro de Souza, não faltou amor a camisa, paixão pelo futebol, carinho com a bola e raça em campo, não faltaram motivos para vestir a amarelinha, mesmo assim ele não defendeu a canarinho em uma Copa do Mundo, um dos maiores pecados para os fãs do futebol arte.

Se você tem dúvidas sobre quem estou falando, tente se lembrar quem era o dono da camisa 10 do Palmeiras nos títulos da Copa do Brasil (1998), Copa Mercosul (1998), Libertadores (1999) e Torneio Rio São Paulo (2000), por onde passou Alex foi ídolo. Desde o Coritiba, time do estado de onde nasceu e clube onde iniciou sua carreira em 1995, o Menino de Ouro já demonstrava que seu futebol era diferenciado, de fazer os olhos dos torcedores brilharem. As assistências e os gols nas primeiras 132 partidas o credenciaram para ser contratado pelo Palmeiras, que levou praticamente entre 97 e 2000.

A convocação de Alex não iria demorar, e em 1997 ela veio e se tornou cada vez mais constante trazendo frutos para a seleção canarinho que conquistou os títulos da Copa América de 1999 e 2004, o Torneio de Toulon, com a Seleção Pré Olímpica e o Pré Olímpico de 2000. Com seu futebol clássico, de passes precisos e gols certeiros o meia foi convocado para amistosos, torneios e eliminatórias das Copas de 2002, 2006 e 2010, porém, foi esquecido na lista final de Felipão, Parreira e Dunga. Talvez a maior injustiça do futebol brasileiro, se não mundial.

Dentre idas e vindas com a camisa amarela, o meia defendeu clubes como Cruzeiro, Flamengo e Fenerbahçe, conquistando a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro, o Bi Campeonato Mineiro, um Tri Campeonato Turco, a Super Copa da Turquiaa Liga Turca e a Liga da Turquia. Os últimos títulos lhe deram o título de ídolo do clube que fez uma enorme festa em sua despedida. Em seu retorno ao Coritiba em 2013, aos 34 anos, o camisa 10 ainda teve folego para 78 jogos e 36 gols. No retorno conquistou seu primeiro título com a camisa do Coxa Branca, onde também marcou seu gol de número 400 na carreira.

Se olharmos o futebol apenas como números, Alex teria “apenas” 1.009 jogos disputados e 417 gols. Muito pouco pelo que representou o jogador, que maltratou na bola os seus adversários, como o gol que ele fez em cima do Rogério Ceni na vitória por 4×2 em cima do tricolor, dentro do Morumbi, um verdadeiro gol de placa.

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