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Opinião: Dinastia Federer – Nadal no tênis pode estar ameaçada

Para os amantes de tênis, acompanhar as brilhantes partidas de Roger Federer e Rafael Nadal, são sempre uma alegria. A presença deles ilumina o torneio, deixando os outros tenistas com um pé atrás. Quando jogam, a quadra toda torce a favor deles; Federer em Wimbledon e Nadal em Roland Garros são sinônimos de torcida 100% a seu favor. Não é à toa que os dois possuem números extraordinários em vitórias em Grand Slam. O suíço é atualmente o maior ganhador dos torneios, 20 no total, enquanto El Toro aparece com 17.

Verônica Jensen
Mãe, maratonista, colaboradora do Torcedores, amante de esportes, organizadora de eventos esportivos e turismóloga. E o meu dia tem 24h!

Crédito: Lintao Zhang/Getty Images

Após a ausência dos dois na temporada 2016, muitos davam como certa a aposentadoria de Federer aos 36 anos, e uma volta não tão retumbante de Nadal. Mas o que vimos foi totalmente diferente. Em 2017 os dois revezaram os títulos nos Grand Slams. Federer venceu o Australian Open, logo em sua volta ao tênis, e Wimbledon, seu torneio favorito. Enquanto Nadal foi campeão em Roland Garros, pela décima vez, e fechou com o título no US Open.

Além dos principais torneios, Nadal venceu praticamente todos os Masters 1000 e ATP 500 que disputou no saibro e Federer venceu alguns na quadra dura e todos na grama. E, dessa forma, também alternaram no topo do ranking. Hoje em dia Rafael Nadal aparece na primeira posição, seguido por Roger Federer. Em 2018, a história se repetiu, até então. Federer foi campeão novamente na Austrália e Nadal reinou absoluto em Paris. Mas, em Wimbledon, a história teve um outro final.

Fora do circuito desde a metade de 2017 e após passar por cirurgia no cotovelo, outro jogador extraordinário está de volta. Novak Djokovic voltou à sua boa forma e, de quebra, acabou com a hegemonia “Fedal” (junção de Federer e Nadal) da temporada, ao vencer Wimbledon.

Após um primeiro semestre de recuperação e participações pífias, chegando a perder na primeira rodada em diversos torneios, o sérvio mostrou seu bom jogo, vencendo partidas difíceis, inclusive a semifinal contra Nadal após mais de 4h de jogo. Na final, mostrou um tênis impecável contra o sul-africano Kevin Anderson e, após dois anos, voltou a levantar um troféu.

Acredito que depois de um torneio de grande porte, uma apresentação gigante como fez Djokovic, Federer e Nadal precisam se preocupar novamente com o jogador. Afinal, o reinado dos dois pode estar ameaçado com a presença do sérvio, que vem para o segundo semestre com força, determinação e mais descansado do que os outros. Lembrando que Djoko está novamente com o técnico Marian Vajda, após passar pelo box, Boris Becker e André Agassi, dois ex-tenistas conhecidos pelo temperamento dentro das quadras.

O final da temporada, com Djoko, Federer e Nadal apresentando um tênis fantástico, será de muita adrenalina e emoção aos fãs do esporte. Ver três esportistas, com mais de 30 anos e quase duas décadas de carreira em alto nível, é um prêmio para a geração que está chegando. Que sirvam de exemplos a todos nós, para que não deixemos de sonhar!

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