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Opinião: por que o elenco do Criciúma é tão frio?

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação [Criciúma EC]

O Criciúma perdeu para o Goiás por 2×1, nesta sexta-feira, dia 13, em Goiânia. Derrota que mantém o time criciumense na penúltima colocação da Série B do Brasileiro. Essa permanência no Z4 incomoda e preocupa. O Tigre não pode se acostumar com a permanência na zona de rebaixamento. É preciso lutar incessantemente para sair da parte de baixo da tabela. Parece óbvio dizer isso, porque é claro que a intenção de todos os times é ficar longe da zona da degola.

Mas o Criciúma, pelo futebol que apresenta, não parece tão disposto a dar a volta por cima o mais rápido possível. É aí que os jogadores podem cair no erro de procrastinar a reação. Se deixar para fazer os pontos necessários para escapar do rebaixamento só no fim da competição, pode ser que a equipe não tenha força suficiente para engrenar uma sequência positiva e acabe patinando no Z4.

Abrir a tabela de classificação e ver o Criciúma sempre entre os quatro últimos da tabela, além de preocupar, acaba abalando a imagem da equipe perante aos adversários. O Criciúma não é mais aquele clube tão temido dentro de casa, por exemplo. Os adversários enxergam o Criciúma como um clube em crise e tentam se aproveitar do momento delicado da equipe para a obtenção dos três pontos (dentro ou fora de casa).

Com um time desfalcado, o Criciúma teve atuação tímida e poderia ter perdido por placar até mais do que um gol de diferença. Na segunda etapa, o Goiás estava mais perto de ampliar a vantagem do que o Criciúma de empatar o jogo. A sensação que fica é que se o Goiás quisesse “apertar” mais, conseguiria aplicar até uma goleada no tricolor Sul-catarinense.

Artur, que jogou na lateral-esquerda do Tigre, falhou na marcação e deixou o adversário livre para dominar cara a cara com o goleiro Luiz no segundo gol do time esmeraldino. Falha primária que comprometeu a partida. Erro crasso.

O elenco do Criciúma é um dos mais “frios” que já vi jogar nos últimos tempos. Falta o tal do “sangue nos olhos”. Falta um atleta cobrar do outro com firmeza, com olhar de quem dá o máximo para obter a vitória.

O técnico Mazola Júnior consegue formar um time minimamente organizado para os confrontos. Porém, técnico nenhum consegue vencer se seus jogadores não correrem e executarem as jogadas com competência. O problema principal desse time é falta de lideranças. Sim, lideranças: no plural.

Quem manda no vestiário são os atletas. Quando não há um coletivo unido, com lideranças, cada um faz o que quer dentro de campo e acha que está tudo certo. A cada derrota ou empate (dentro ou fora de casa) vem algum jogador dar explicações pífias de que “hoje não deu certo”, “tentamos de tudo”, “levantar a cabeça para o próximo jogo”, etc. Mas não é bem assim que as coisas funcionam.

A Série B tem 38 rodadas e, ao contrário do que alguns pensam, cada ponto desperdiçado faz toda diferença lá no fim da competição. Já que dificilmente virá ao clube jogadores de qualidade nessa altura do campeonato, é momento de os jogadores se unirem cada vez mais para evitar o rebaixamento da equipe. Isso seria um vexame e a torcida do Criciúma não merece passar por isso. A apaixonada torcida não merece.