O ano que o ocidente se rendeu a um Mohamed

O astro egípcio Mohamed Salah foi o grande destaque do futebol mundial na temporada passada. Xodó da torcida do Liverpool da Inglaterra, o atacante conquistou também a idolatria de diversos torcedores ao redor do planeta.

Diego Ribeiro
Colaborador do Torcedores

Crédito: Flickr

Nos últimos anos a hegemonia Cristiano Ronaldo/Messi tomou conta da atenção dos fãs de futebol. Ano após ano, a disputa entre os craques se tornou cada vez mais intensa pela tão sonhada Bola de Ouro. Mas, na temporada passada, um africano surgiu de forma espetacular nos gramados de Anfield Road com a “promessa” de acabar com o domínio luso-argentino: Mohamed Salah.

O egípcio, 26, fez sua melhor temporada como jogador profissional e os torcedores dos Reds ficaram em êxtase. Foram ao todo 52 jogos e 44 gols anotados (média de 0,85), artilharia e recorde na Premier League – 32 gols, quebrando o recorde de Suárez, Cristiano Ronaldo e Shearer que haviam alcançado 31 tentos – e uma final de UEFA Champions League durante toda a temporada 17/18.

Inclusive, foi justamente na final da UEFA Champions League que o episódio mais triste na carreira de Mohamed Salah aconteceu. Numa disputa de bola com Sergio Ramos, onde muitos viram maldade do zagueiro espanhol, Salah lesionou o seu ombro esquerdo. The Egyptian King, como é conhecido pelos torcedores ingleses, saiu de campo logo após sofrer a lesão e correu o risco de ficar de fora da Copa do Mundo da Rússia. A situação comoveu grande parte dos fãs do futebol mundial e mostrou a importância que o craque conquistou.

Para o bem do futebol e de seus adeptos, o egípcio disputou o Mundial. Sua seleção não passou da primeira fase, mas nem precisava. A história de Mohamed Salah já estava escrita. O ocidente pôde acompanhar e prestigiar aquele que ousou ameaçar o reinado de CR7 e Messi.

Mesmo em meio aos confrontos ideológicos e religiosos, esse esporte tão maravilhoso surge com uma perspectiva positiva. Salah uniu todo o Oriente Médio e despertou a idolatria dos ocidentais. Viva Mohamed Salah! Viva o futebol!