Bruno Rezende ressalta qualidade da seleção: “Essa camisa é pesada”

Após vencerem a França por 3 sets a 2 na segunda rodada do campeonato mundial de vôlei, Bruno Rezende, levantador e capitão, e outros jogadores importantes comentaram de dificuldade da partida e ressaltaram a qualidade do grupo em superar um time considerado favorito na competição.

Juvenal Dias
Jornalista formado pela Universidade P. Mackenzie/SP desde 2013. Atuo na área esportiva desde 2010, quando ingressei no Diário Lance! Lá permaneci por seis anos e tive oportunidade de fazer parte da cobertura dos Jogos Olímpicos Rio-2016. Desde 2017 sou colaborador do Surto Olímpico. Já fui também do Bola Parada. Estou no Torcedores desde meio de 2018.

Crédito: FIVB. Bruno Rezende, capitão que precisou de tranquilidade para distribuição das jogadas, em sua habitual vibração após vitória difícil

Assim que terminou o jogo, Bruno Rezende, Wallace, Douglas, Lipe e Lucão conversaram com a repórter Marina Izidro, do SporTV, diretamente de Ruse, na Bulgária. Através de suas falas dá para perceber como ficou complicado um jogo que se encaminhava para um inesperado 3 a 0. Mas que o time está preparado para enfrentar qualquer tipo de oponente. Confira o que cada um disse.

Lucão

O central resumiu assim a partida: “Ao mesmo tempo que sacamos bem nos dois primeiros sets, conseguimos neutralizar as ações dos franceses. Nos dois seguintes foi o inverso. No final, o Maurício, que é especialista em bloqueio, entrou e, na hora que precisou, ele pegou.  Muita gente dizia que era o jogo da chave. No final do segundo set, eu falei: ‘moçada, não esperem um 3 a 0, que não é o normal desse confronto’. Foi o que aconteceu”. Ele ainda alertou: “Mas ainda temos o Canadá, que perdemos na Liga das Nações, a Holanda, que fizemos alguns amistosos complicados. Temos que estar muito focados, pois não ganhamos nada ainda”.

Wallace

“Jogamos muito abaixo o terceiro set, eles trocaram meio time, isso pode ter influenciado. Mas não pode acontecer. Do quarto set para frente, voltamos a jogar perto daquilo que fizemos nos dois primeiros, mesmo assim, deixamos eles vencerem. O mesmo ocorreu no tie-brake, mas nós que vencemos. Não podemos oscilar tanto num campeonato como esse. Poderíamos ter saído com um 3 a 0 e descansaríamos logo, mas o importante foi a vitória”, enalteceu. O ponteiro foi o maior pontuador da seleção com 20 pontos anotados.

Lipe

Não jogou a primeira partida. Hoje começou como titular, mas lamentou sua atuação: “Tenho que continuar evoluindo na minha técnica, deixei muito a desejar. Principalmente na questão que eles (comissão técnica) confiaram muito que era o passe. Falhamos muito, tivemos dificuldade de adaptar à mudança que ocorreu no terceiro set no saque dos franceses. Tem muita coisa para rolar ainda, mas vale pela felicidade de vencer a França”.

O atacante também explicou sobre sua lesão, que está obrigando a ser poupado nas partidas menos importantes: “A única questão que ainda me incomoda um pouco é a inflamação no cotovelo. Não é algo que esteja 100% curado, mas não tem me incomodado absurdamente. É suportável para jogar. Depois da partida, trata, cuida da melhor maneira, dá uma aliviada no treino”.

Douglas

Estreante em mundiais, o ponteiro foi questionado sobre um possível protagonismo e ele respondeu: “Eu não me sinto nessa função de protagonista. Sou um ponteiro-passador e vou ajudar da forma que eu puder, do jeito que eu conseguir lá na quadra. Hoje saí no quarto set, voltei no quinto e ajudei no final com uma sequência de saque, segurar mais o passe”.

Bruno Rezende

Por fim, o levantador deixou um alerta para os próximos adversários: “Essa camisa aqui é pesada, todo mundo que entra aqui sabe. Desde quando comecei, sei que não é fácil. É uma pressão natural, pois estamos acostumados a estar sempre em finais, sempre chegando entre os primeiros. E nós nos cobramos, nós queremos isso. Acredito que as pessoas ficarão um pouco mais de olho no Brasil, mas o importante é ficarmos tranquilos, com os pés no chão, já que o campeonato é longo”.

O próximo compromisso brasileiro será no sábado, às 14h30, contra a Holanda.

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