Reservas do Brasil vencem reservas dos Estados Unidos no Mundial de Vôlei

Na partida final da terceira fase do grupo I do Mundial de Vôlei masculino, Brasil e Estados Unidos, já classificados, entraram em quadra com times reservas. Melhor para o time brasileiro que venceu por 3 sets a 0. De quebra, tirou a invencibilidade dos americanos no campeonato.

Juvenal Dias
Jornalista formado pela Universidade P. Mackenzie/SP desde 2013. Atuo na área esportiva desde 2010, quando ingressei no Diário Lance! Lá permaneci por seis anos e tive oportunidade de fazer parte da cobertura dos Jogos Olímpicos Rio-2016. Desde 2017 sou colaborador do Surto Olímpico. Já fui também do Bola Parada. Estou no Torcedores desde meio de 2018.

Foto: FIVB. Clima de tranquilidade após vitórias dos reservas do Brasil

Graças a um regulamento falho e às vitórias das duas seleções sobre a Rússia, Brasil e Estados Unidos jogaram, em Turim, nesta sexta-feira (28) em clima de amistoso. Os reservas de cada time foram escalados para concluir a terceira fase da competição. A partida pouco valia em termos de classificação. Os brasileiros venceram por três sets a 0, parciais de 25-20, 25-18 e 25-19, em pouco mais de 1h20 de duração. Se tem um lado positivo de um jogo como este é a comprovação que o banco brasileiro está pronto para corresponder na hora que for requisitado.

O Brasil entrou em quadra com praticamente o time todo de reservas. Apenas Douglas Souza, ponteiro-passador, e Thales, líbero, foram titulares que começaram jogando. Até o técnico pode-se dizer que era reserva. Renan Dal Zotto cumpriu suspensão e Marcelo Fronckowiak que ficou incumbido das orientações. Os americanos também optaram por poupar os titulares para a semifinal do sábado.

No primeiro set, os Estados Unidos até estiveram na frente no começo da parcial. Depois que os brasileiros empataram em 12 a 12 e viraram, não saíram mais da liderança. Percebendo a facilidade, Fronckowiak sacou Douglas e colocou Lucas Loh em seu lugar. O time manteve o bom ritmo. Sempre se manteve com uma vantagem confortável tanto na segunda, como na terceira parcial. O ponteiro Evandro foi o maior pontuador do jogo, com 19 pontos anotados. Até mesmo as estatísticas devem ser analisadas com parcimônia em uma partida como essa. 45 pontos de ataque, 4 de bloqueio, 9 de saque e 17 de erros adversários. Não dá para medir o nível de concentração dos americanos. O que importa é a liderança do Brasil no grupo.

Quem é o próximo?

Esta liderança poderia induzir ao pensamento que enfrentaria um adversário mais fraco. Mas não dá para achar isso de seleções como Sérvia, Polônia ou Itália. O adversário da semifinal será conhecido após o jogo do grupo J entre Itália, donos da casa, e Polônia. Antes desta partida, seria a Sérvia e os poloneses enfrentariam os Estados Unidos na outra chave. Mas a Itália ainda tem chances de classificação, caso vença por 3 sets a 0.

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