Saiba tudo sobre o Mundial Feminino de Vôlei 2018

O Mundial Feminino de Vôlei acontecerá entre os dias 29 de setembro e 20 de Outubro e chega junto com a expectativa do torcedor de ver grandes times e grandes jogos.  Esse é o principal título que ainda falta para a galeria da seleção brasileira, que já foi vice campeã da competição por duas vezes. Aqui reunimos tudo o que você precisa saber sobre a competição, as seleções, grupos, formas de disputa e principais jogadoras.

Tauany Rodrigues
Apaixonada por vôlei, futebol americano e futebol, mas amante de todos os esportes.

Crédito: Zhong Zhi/Getty Images

Seleção Americana comemorando título inédito/Reprodução: FIVB

SEDES

O Campeonato será disputado no Japão e as cidades sedes são:

Yokohama: os jogos serão disputados na Yokohama Arena, que também será palco da final. Sua capacidade é de 12 mil pessoas.

Hamamatsu: as partidas terão sede na Hamamatsu Arena, que tem capacidade para cinco mil pessoas.

Kobe: receberá jogos na Kobe Geen Arena, que comporta seis mil pessoas.

Nagoya: as partidas ocorrerão no Nippon Gaishi Hall, com capacidade de oito mil pessoas.

Osaka: sediará jogos no Osaka Municipal Central Gymnasium, que cabe até oito mil pessoas.

Sapporo: receberá suas partidas no Hokkaido Prefectural Sports Center, que também suporta oito mil pessoas.

 

SELEÇÕES PARTICIPANTES

São 24 seleções participantes, divididas em quatro grupos com seis seleções. São participantes: duas seleções sul-americanas, duas africanas, oito europeias, sete seleções da América Central e Norte e cinco seleções asiáticas.

GRUPOS

Os Grupos contam com seis seleções cada um, que foram divididas através de sorteio.

O grupo A jogará a primeira fase em Yokohama, e conta com as seleções da Argentina, Camarões, Alemanha, Japão, México e Holanda.

O grupo B tem sede em Sapporo e é composto por Bulgária, Canadá, China, Cuba, Itália e Turquia.

O grupo C terá suas disputas realizadas em Kobe, entre as seleções de Azerbaijão, Coreia do Sul, Russia, Tailândia, Trinidad e Tobago e a atual campeã, a seleção dos Estados Unidos.

O grupo D entrará em quadra na cidade de Hamamatsu, e é o grupo do Brasil. Ainda fazem parte as seleções da República Dominicana, Cazaquistão, Quênia, Porto Rico e Sérvia.

FORMA DE DISPUTA

As equipes foram divididas em grupos com seis seleções cada. Na primeira fase, as seleções se enfrentam dentro do grupo. Os quatro times mais bem colocados avançam para a segunda fase.

Na segunda fase, as classificadas serão divididas em dois grupos, com oito equipes cada. As melhores seleções do grupo A e do grupo D em um, e as melhores dos grupos B e C em outro. As três primeiras colocadas de cada grupo, avançam para a terceira fase.

As duas melhores equipes da segunda fase serão colocadas em grupos distintos, que contará com mais duas seleções. A forma de disputa segue a mesma, todos contra todos e os dois melhores avançam ás semifinais. O jogo de disputa de quinto lugar acontece no mesmo dia de disputa das semifinais.

A 103º e última partida da competição será a final.

AS FAVORITAS

Como em todas as competições, sempre existem as equipes consideradas favoritas. Esse ano, algumas seleções podem surpreender e chegar ao pódio, e outras podem não repetir bons desempenhos do passado. Vários fatores contribuem para um time ser considerado favorito, seja retrospecto no campeonato, desempenho nos torneios de preparação ou até mesmo desfalques.

A grande favorita a conquista é a seleção dos Estados Unidos. Atuais campeãs mundiais, as americanas vêm com força máxima para a competição. Diferente de seus concorrentes diretos que tiveram atletas importantes lesionadas, o treinador Karch Kiraly teve todas as atletas a disposição durante a preparação para o torneio. E mais do que isso, algumas jogadoras surpreenderam pelo seu bom desempenho e garantiram espaço na seleção. As americanas são consideradas, por muitos especialistas, o time mais completo e equilibrado do momento.

A China, da técnica Lang Ping, sempre é favorita em todos os campeonatos que disputa. Atual campeã olímpica, o time vê na ponteira Ting Zhu a maior esperança de conquistar uma medalha dourada. Ainda que a China não tenha sido dominante nos torneios preparatórios, sua treinadora é famosa por esconder o jogo e sempre apresentar o melhor quando é pra valer.

A Itália vem crescendo de forma significante no cenário mundial. Uma seleção jovem, renovada e com atletas que há muito vêm se destacando nos principais torneios, casos da oposta Egonu e da líbero De Gennaro. A equipe européia não poderá contar com a ponteira Caterina Bosetti, que se lesionou pelo clube no inicio do ano. Por se tratar de um time jovem, pode sofrer a pressão de um campeonato tão importante, mas pelos resultados recentes, não pode ser descartada do hall de favoritas.

Já o conjunto brasileiro, não passa por um grande momento. Favorita em tudo que disputa, a seleção bicampeã olímpica sofreu ao longo de sua preparação, seja com lesões de atletas fundamentais, dispensas ou peças de reposição. O momento brasileiro é de reconstrução, porém algumas jogadoras demoraram para render. As lesões de Thaisa, Gabi e a gravidez de Dani Lins fizeram com que a equipe não jogasse com seu melhor em todos os campeonatos preparatórios. Natália ainda é dúvida para o mundial, já que a jogadora ainda não conseguiu atuar com as companheiras. Mesmo diante de dúvidas, a equipe de Jose Roberto Guimarães não pode ser deixada de lado e já provou que pode crescer durante uma competição, mesmo em cenário adverso.

Seleção Brasileira/Reprodução: FIVB

A Sérvia é a atual vice campeã olímpica e também recebe status de favorita. Conta com a dupla Boskovic e Mihajlovic, duas das melhores atacantes do mundo na atualidade, para buscar o título. A volta da levantadora Maja Ognjenovic dá um toque de qualidade e experiência a mais para a seleção do leste europeu, que também conta com outros grandes nomes do vôlei internacional, caso da central Milena Rasic.

AS QUE PODEM SURPREENDER

Além das seleções citadas como favoritas, ainda existem outras equipes que podem surpreender no torneio. São os casos de Holanda e Russia.

O tradicional e forte time russo, vêm com uma seleção que mescla renovação com experiência. A equipe que já foi bicampeã do torneio conta com duas atletas remanescentes do título de 2010: Nataliya Goncharova e Evgeniya Startseva. E com jovens nomes como a ponteira Irina Voronkova, para tentar surpreender as seleções favoritas.

Seleção Russa/Reprodução:FIVB

Já a seleção da Holanda, também conta com grandes jogadoras, como a oposta do Vakifbank – TUR, Lonneke Sloetjes e a levantadora Laura Dijkema. Apesar de não poder contar com a central Robin de Kruijf que se lesionou e não se recuperou a tempo do mundial, ainda tem um bom time que pode surpreender e quem sabe, derrubar uma das favoritas

MAS E AS OUTRAS SELEÇÕES?

Outras seleções também podem surpreender as favoritas, porém as chances de acontecer são menores, seja por elenco, seja por desfalques ou por rendimento nos últimos torneios, casos de Japão, Coréia e Republica Dominicana.

PRINCIPAIS JOGADORAS

Alguns nomes que estarão presentes no Campeonato Mundial merecem uma atenção do torcedor. São grandes jogadoras em seus clubes e que podem fazer a diferença por suas seleções.

Nataliya Goncharova

A aposta da seleção russa é uma das poucas jogadoras que são campeãs do mundo. Ficou fora da seleção na VNL, mas quando retornou, mostrou que esta disposta a conquistar mais um título mundial com a Russia.

 Kimberly Hill

A americana Kimberly Hill chama atenção por sua regularidade. Atual MVP do Campeonato Mundial, Hill chega em forma para tentar o bicampeonato e quem sabe entrar novamente para seleção do campeonato e ser eleita MVP pela segunda vez, já que Hill é conhecida por ganhar vários prêmios de melhor jogadora das competições que participa.

Tandara Caixeta

Maior pontuadora das duas últimas superligas. Melhor jogadora da competição nas duas últimas edições também. Tandara reconquista seu espaço na seleção após o corte na Rio 2016 de forma categórica. Não há um torcedor brasileiro que imagine a seleção brasileira sem a jogadora, que é a protagonista dessa nova seleção brasileira.

Paola Egonu

A oposta italiana de apenas 19 anos já é conhecida do grande público do vôlei pelos seus ataques potentes e certeiros. Chama atenção sempre pelo número de pontos e pelo seu saque – uma das poucas jogadoras que sacam viagem. É a principal responsável pelo sucesso dessa nova geração da seleção italiana.

Brenda Castillo

A espetacular líbero dominicana sempre atrai as atenções pra si. Defesa, passe, coberturas, ela faz tudo parecer muito fácil de ser feito. É um dos pilares da seleção caribenha, que tenta surpreender e ir o mais longe possível na competição.

Eda Erdem

A experiente central turca, chega na competição como o maior nome de sua seleção, que é composta de jogadoras muito novas. Uma das grandes centrais do mundo atualmente, Eda tem no seu bloqueio o fundamento de maior destaque.

Kim Yeon – Koung

A sul coreana já é conhecida há algum tempo. Eleita a MVP da Olimpíada de 2012, a jogadora espanta pela pontuação sempre alta e por fazer muita diferença para sua equipe, sendo capaz de ganhar jogos fazendo 30 ou mais pontos.

Lonneke Sloetjes

Outra oposta na lista, Sloetjes está sempre em evidência, seja por atuações em seu clube, seja por atuações por sua seleção. Sloetjes também é a maior esperança da Holanda de surpreender e desbancar os favoritos.

Ting Zhu

A chinesa MVP da Olimpíada de 2016, que espantou o mundo com seu talento, vem para o mundial em busca de mais esse titulo. Atual campeã mundial de clubes sendo eleita melhor jogadora do torneio, Zhu impõe respeito a qualquer adversário do mundo.

 

JOGOS PARA PRESTAR ATENÇÃO NA PRIMEIRA RODADA

Brasil x Porto Rico – A estreia da equipe brasileira na competição.

Dia 29/09 às 13:40hs (horário do Japão)

Alemanha x Holanda – Será interessante ver a estreia holandesa e como se sairá também a Alemanha, que venceu o Brasil na primeira fase da VNL, com ótima atuação de Lippmann.

Dia 29/09  às 15:40 hs (Horário do Japão)

Azerbaijão x Estados Unidos – Primeiro jogo da atual campeã contra uma seleção que conta com a espetacular oposta Polina Rahimova.

Dia 29/09 às 16:10 (Horário do Japão)

Coreia x Tailândia – Duas escolas asiáticas de muito volume de jogo. De um lado a ponteira Kim  Yeon Koung contra todo o time tailandês do outro lado, tentando parar seus ataques. Promessa de muitos ralis.

Dia 29/09 às 19:20 (Horário do Japão)

Agora que você já tem todas as informações necessárias em mãos, é só fazer a pipoca, escolher sua torcida e acompanhar esse mundial que promete grandes confrontos e um voleibol de altíssimo nível.

*Colaborou Victor Chagas de Almeida

FONTE: http://japan2018.fivb.com/

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