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Seleção Feminina de Futsal de Surdos faz rifa para participar de Mundial

As jogadoras da Seleção Brasileira de Futsal de Surdos estão promovendo uma rifa para custear a participação da equipe no Campeonato Mundial de Futsal de Surdos, que acontece em novembro de 2019, na Suíça. Sem patrocínios e recursos do governo, o principal objetivo é comprar uniformes e pagar a taxa de inscrição com o dinheiro arrecadado.

Eduarda Araújo
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação/Carolina Matos

Carolina Matos, ala/fixa da seleção, diz que a ideia surgiu entre as atletas e a comissão técnica durante um treino. “Como não fazemos parte da equipe olímpica ou paralímpica, não temos ajuda pública. Então, resolvemos vender a rifa”, relata. A cartela individual custa R$ 5 e oferece como possíveis prêmios uma camisa autografada pela Formiga, uma TV de 32 polegadas e R$ 800.

Para disputar a competição, cada jogadora terá que desembolsar cerca de R$ 12 mil para cobrir os gastos. “Se vendermos todas as cartelas, poderemos pagar também parte do pacote de hospedagem, alimentação e translado. Mas ainda assim as passagens podem ficar por conta das atletas”, completa.

Administradas pela CBDS (Confederação Brasileira de Desportos de Surdos) e comandadas pelo técnico Vanderlan Silva, a única vez que as jogadoras receberam suporte financeiro do Ministério do Esporte foi em 2017, quando o governo custeou os bilhetes aéreos para as Surdolimpíadas.

A falta de recursos financeiros não é um problema que atinge apenas o futsal. A própria entidade revela que “sobrevive pelo esforço de voluntários da comunidade surda de todo o Brasil, e que as competições e treinamentos acontecem porque a maioria dos surdoatletas pagam as despesas com recursos próprios ou de doações”.

Carolina, que há cinco anos joga pela seleção, conta ainda que participar do Mundial de 2015 só foi possível porque o time recebeu apoio de um goleiro de aluguel com os uniformes, além de algumas contribuições e uma ‘vaquinha online’ criada para bancar as despesas.

Apesar das dificuldades, as expectativas são boas, tanto para a arrecadação quanto para o campeonato. Nas últimas competições, a Seleção Brasileira Feminina de Futsal de Surdos saiu do último lugar para o segundo, e fez história na modalidade. “Estamos confiantes que desta vez voltaremos para casa com o título”, confessa a jogadora.

Ao Torcedores, Carolina Matos falou também sobre a repercussão na internet. “Pensamos que seria muito difícil vender, mas eu decidi pedir ajuda no Twitter e nunca imaginei que bombaria assim. Fiquei surpresa e muito grata pela pessoas maravilhosas que estão nos ajudando. Temos dois meses e estamos determinadas a conseguir”, finalizou.

Como ajudar?

Os interessados em ajudar a Seleção Brasileira Feminina de Futsal de Surdos podem adquirir uma rifa ou até mesmo oferecer apoio financeiro pelas redes sociais das jogadoras e da comissão técnica.

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