Fã de Ronaldo e origens na comunidade: conheça o destaque do Criciúma na Série B

Vitor Feijão atualmente joga pelo Criciúma. Viu nas brincadeiras de rua e nas boas atuações na equipe da sua comunidade uma maneira de ganhar a vida e ajudar o seus familiares.

Otávio Silva
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação/ AV Assessoria

Começou sua carreira profissional no Paraná Clube. Foi um dos destaques da equipe que subiu da Série B para a Série A. Na primeira divisão não foi aproveitado e acabou sendo emprestado. Inicialmente estava quase certo para defender as cores do Guarani, mas por motivos pessoais decidiu vestir a camisa do Criciúma. O atleta já soma seis gols na competição e está bem próximo de se tornar um dos artilheiros do campeonato.

Vitor Feijão conversou com o Torcedores.com e contou sobre sua vida profissional e seu atual momento no Criciúma.

Torcedores: Como foi a tua entrada na base do Paraná? Poderia nos contar como foi esse momento nas categorias de base?

Vitor Feijão- A minha entrada na base do Paraná foi meio diferente. Eu jogava no Grêmio Osoriense, na cidade de Osório, no Rio Grande do Sul. Era um time de empresários, mas a estrutura não era boa. Foi bem difícil lá. Da onde eu vim tinha o “se eu queria ou não algo bom para mim e minha família”. Surgiu a proposta do Paraná em 2013 e aí fui para lá. Foi onde peguei mais base, mais confiança e conseguir pegar bastante bagagem. Minha base foi na rua mesmo, mas foi bem assim, fui pegando confiança.

Torcedores: Como surgiu a proposta para sair do Paraná e ir para o Criciúma? Acredita que esteja bem ambientado a equipe do treinador Mazola Júnior?

Vitor Feijão- Eu não estava sendo muito bem aproveitado. Começou o primeiro jogo da Série A e eu não fui para o jogo. Nos outros jogos eu não entrei. O time não estava muito encaixado, não tinha entrosamento. Não era culpa do treinador, nem da diretoria e nem de ninguém ali. Eu acho que eu precisava respirar novos ares mesmo. Não era porque eu estava acomodado. Chegaram para mim e disseram “Vitor vai ser melhor para você”, não iriam me utilizar mais e quando falaram isso surgiu a proposta do Guarani e do Criciúma.

Na época o Criciúma estava com um ponto e na lanterna da competição. Eu perguntei para o Silvinho, que saiu do Paraná e veio para cá, como que era aqui e me falou da cidade. Falou do clube, que paga em dia, certinho e bem comprometido. Meu empresário queria que eu fosse para o Guarani, mas eu preferi ir para o Criciúma mesmo. Senti de coração que eu queria vir para cá e estou muito feliz aqui.

Torcedores: Te lembra contra quem e como foi sua experiência no futebol profissional do Paraná?

Vitor Feijão- Para entrar na equipe do Mazola precisa ter um espirito de marcação. Ele tem acho que oito participações na Série B e entende bem do campeonato. Eu e meus companheiros compramos a ideia de ter esse poder de marcação. Cheguei e o time estava mal, os guerreiros estavam sem confiança e nosso time é bom. Para eu me encaixar no futebol do Mazola  teria que ter poder de marcação. Ele me passou bastante confiança e de estar sempre na área.

Torcedores: Quem são teus maiores ídolos no futebol? Chegou a conhecer algum deles?

Vitor Feijão- Meus maiores ídolos eu nunca conheci. Eu apenas conheci um, que eu tive a oportunidade de jogar contra. Meu maior ídolo é o Ronaldo. Gosto muito do futebol do Lucas do Tottenham e do Robinho. Eu consegui jogar contra ele, a Primeira Liga, que acabamos perdendo, mas foi uma experiência muito boa para mim. Era um cara que eu via pela televisão e ver ele do lado foi um momento fantástico.

Torcedores: Você é um atacante de muitos gols e demonstrou isso no Paraná. Eu queria saber de ti qual foi o melhor zagueiro que você já enfrentou?

Vitor Feijão- Zagueiro eu não me lembro muito bem, para te falar a verdade. Para mim esse falso 9, quando eu joguei as partidas com o Mazola, foi algo muito novo. Mas um dos laterais que foi mais difícil para mim, até pela temperatura do ambiente, foi um lateral do CRB, que não me lembro direito o nome dele. Era um Lateral bem rápido, que apoia bastante e que marca bem. Que eu me lembre foi ele, era bem difícil marca-lo.

Torcedores: Muitas vezes o torcedor só enxerga o jogador de futebol e não procura saber um pouco mais sobre a história do atleta. Qual é a história de Vitor Correia da Silva e de onde surgiu o Feijão?

Vitor Feijão- A minha história no futebol foi inusitada. Porque eu jogava no time da minha quebrada, na minha comunidade,  era chamado Brisa na Mente e dali me surgiu o interesse pelo futebol. Te falar a verdadeira que nunca foi o meu sonho de criança, sabe? Eu sempre gostei muito de esporte. Eu participava de um projeto chamado Sol ,da minha comunidade. Lá eu fazia teatro, fazia arte na pedra. Minha infância foi muito divertida. O futebol não era uma das minhas maiores alegrias. Eu sempre gostei de esporte, de correr. Onde tinha corrida era comigo mesmo. Eu comecei a me destacar na escolhinha da minha comunidade e fui disputar meu primeiro campeonato federado, em 2012. Dai eu fui dando certo. O feijão surgiu no Paraná mesmo. Um treinador viu que eu era bem baixinho e disse “você vai ser meu feijãozinho” e pegou esse apelido.

Torcedores: O que o torcedor do Criciúma pode esperar da equipe daqui para a frente?

Vitor Feijão- O Torcedor do Criciúma pode esperar da nossa equipe muita raça, muita determinação. O nosso momento precisa disso, mas a gente tem que manter o pé no chão. Sabemos da dificuldade do campeonato da Série B. A gente espera deles que estejam nos apoiando durante todo o jogo, porque a gente precisa do apoio deles. Na partida contra o Fortaleza foi fundamental. A gente passando por um momento complicado na primeira etapa diante do Fortaleza, uma equipe muito qualificada e o Luiz fez uma defesa muito importante no primeiro tempo. Pegamos confiança e conseguimos os gols. Acabou o primeiro tempo e eles apoiaram a gente e isso é muito importante. Nos tendo o apoio deles e pegando confiança dentro de campo, eu acredito que sempre terá um resultado positivo.

Arquivo Pessoal/Vitor Feijão 

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