Com autorização, mulheres assistiram ao jogo da seleção do Irã contra a Bolívia

Segundo jornalista da AFP (Agence France-Presse), cerca de 100 mulheres iranianas foram autorizadas a ver um jogo da seleção de seu país contra a Bolívia, nesta terça-feira em Teerã.

Felipe Persiani
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução/YouTube

A autorização foi conseguida apenas para essa partida. A presença feminina nos estádios do país não é inédita, mas é algo raro. O público feminino não tem o direito de acompanhar a seleção masculina do Irá nos estádios.

As torcedoras ficaram em um lugar diferente de onde os homens sentam, contudo, isso não impediu que elas fizessem um festa para apoiar os jogadores iranianos. Com cornetas nas cores do país e balançando bandeiras do Irã viram sua seleção vencer a Bolívia por 2 a 1.

De acordo com o site “Varzesh3”, específico em conteúdo esportivo, informou que autoridades locais deram acesso a um número limitado de torcedoras para assistirem ao jogo.”Membros da família da seleção de futebol, membros das seleções femininas de futebol e futsal, funcionárias da federação de futebol e, claro, algumas fãs de futebol puderam ver o jogo.”

Essa situação não é bem aceita no meio político. As mulheres não podem frequentar os estádios para ver a seleção masculina desde a vitória da revolução islâmica em 1979. Segundo consta, é para a proteção delas contra as grosseiras dos homens.

O atual presidente do país, Hassan Rouhani, é a favor da presença feminina nos estádios, no entanto, o grande empecilho para a mudança na lei é a oposição ultraconservadora.

Na Copa do Mundo na Rússia, no dia 26 de junho, milhares de mulheres foram acompanhadas de familiares para acompanhar a partida entre Irã e Portugal. Receberam autorização para entrar no estádio Azadi. Elas assistiram por meio de um telão.

Outro caso da presença feminina nos estádio para ver a seleção local, aconteceu com mulheres que foram eleitas pelo Parlamento para acompanhar o jogo entre Irã e Síria. A partida era válida pelas eliminatórias do continente.

LEIA MAIS

Ex-Barcelona, Arda Turan é indiciado e pode pegar 12 anos de prisão