Felipe Melo lembra expulsão contra o Cerro Porteño: “Até cadeia pediram para mim”

O volante Felipe Melo recebeu na partida deste domingo (30), contra o Grêmio, se 11º cartão amarelo no Campeonato Brasileiro. Em entrevista ao UOL Esporte, o camisa 30 palmeirense falou sobre a fama se ser um jogador violento e, ao ser questionado se os árbitros entram pré-condicionados a marcá-lo, expôs sua opinião.

Danielle Barbosa
Colaborador do Torcedores

Crédito: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Bom, eu creio que o nome é forte. Em certos momentos, quando falo certas coisas. Por exemplo, quando eu dediquei meu gol, politicamente falando, a uma pessoa que foi esfaqueada no Brasil, nossa, parecia que a democracia tinha acabado no Brasil. Mas eu vi jogadores rivais falando, e ninguém falou nada. O soco na cara que meu jogador tomou, a minha entrada no jogador do Cerro Porteño, eu creio que não tenha sido na maldade, mas foi um erro, né”, disse o volante, que ainda comentou sobre o lance da expulsão aos três minutos de jogo.

Uma jogada muito rápida, trocou o cartão pelo vermelho e foi uma bomba, até cadeia pediram para mim. Agora, um jogador do Cruzeiro deu um soco na cara do Mayke e eu não vejo todo esse alarde, né?”, questionou.

Relembre o lance da expulsão contra o Cerro Porteño:

Outro assunto da entrevista de Felipe Melo foi sobre as polêmicas de arbitragem em jogos do Palmeiras. O volante demonstrou preocupação, mas evitou acusar má fé dos árbitros. “Preocupam certos erros, né. Por exemplo, esse pênalti contra o Cruzeiro, dois metros fora da área, realmente é complicado. Mas eu não posso entender, de verdade, não posso crer que o juiz tenha feito isso de vontade. O ser humano é passível de erro. Aproveito também o momento para pedir aos críticos que analisem melhor os cartões amarelos que eu tenho tomado.”

Por fim, o volante pediu pés nos chão com o Palmeiras para a sequência da temporada. “O Palmeiras pode ser campeão da Libertadores, campeão brasileiro e campeão de nada. Por isso que nós temos que lutar e trabalhar, ter bastante, pés no chão e saber que o céu e o inferno estão bem um do lado do outro.

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