Mauro Beting relembra gafe inesquecível e dia que foi ‘Mister M’ em Palmeiras x Corinthians

Em entrevista ao programa “Em Off”, da TV Torcedores, o jornalista Mauro Beting contou um pouco dos bastidores da carreira. Em quase 50 minutos de bate-papo com o chefe de reportagem, Renan Prates, o comentarista da Jovem Pan e Esporte Interativo, entre tantos assuntos, relembrou uma gafe inesquecível do tempo em que era funcionário da Band.

Rafael Alaby
Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)

Crédito: Foto: Reprodução/TV Torcedores

Mauro Beting e o narrador Téo José passaram ao telespectador o placar errado durante sete minutos de uma partida válida pelo Campeonato Italiano.

“Band, domingo pela manhã, eu e o Téo José narrando Milan e Udinese. 3 a 2 para a Udinese e em contra-ataque, o catarinense Paulinho Betanin fez 4 a 2 para a Udinese. Na hora que a bola entrou eu falei: ‘cara, eu deveria ter estudado mais sobre o Paulinho Betanin’. O que eu faço: vou pra internet, que travou e saímos do ar. Seis, sete minutos depois, a internet voltou”, disse.

“Quando o sinal volta, tinham várias telas e uma delas estava na Gazzetta dello Sport. Estava 4 a 2 no San Siro. Só que no minuto a minuto da Gazzetta estava 3 a 2. Cochichei para o Téo: ‘eu acho que anulou o gol’. Peguei o comunicador e falei: ‘Juninho, caraca, checa aí, parece que está 3 a 2 e o gol foi anulado’. Ele estava realmente em posição de impedimento e na hora que ele faz o gol (sai vibrando), a câmera corta para o primeiro replay e ele está olhando para o bandeirinha. Só que o Fdp do diretor da RAI não cortou para o bandeirinha. Durante uns sete minutos ficamos narrando o jogo como se estivesse 4 a 2”, contou.

Mauro já passou por diversas situações curiosas, entre elas no jogo de volta da semifinal da Libertadores 2000, entre Palmeiras x Corinthians, quando foi ao Morumbi com máscara do Mister M, famoso mágico na época.

 “Semifinal da Libertadores de 2000. Eu e mais 21 pessoas da Band e três palmeirenses, fomos ao Morumbi. Não vou falar os nomes dos outros dois palmeirenses. Um era produtor e hoje é apresentador. E outro já era famoso. Na época as cabines do Morumbi estavam em reforma e fomos nas cativas com vários torcedores. Tinham mais corintianos. O Corinthians havia vencido o primeiro jogo por 4 a 3. No segundo, o Palmeiras venceu por 3 a 2. Foi aquele jogo que o Marcos pegou pênalti de Marcelinho”, relembrou.

“O Palmeiras fez 1 a 0, com o Euller. Eu estava de Mister M, um mágico do Fantástico, que com a voz do Cid Moreira desmitificava como faz o cerrar no meio.. Várias torcidas tinham e o Palmeiras até por conta do Paulo Nunes, popularizou a máscara do Mister M. Eu para ficar no meio da torcida, botei a máscara verde. Só que não tinha nenhum palmeirense vestido de verde. Só eu com a máscara. Na hora que saiu o gol, um cara atrás de mim comemorou. A torcida, a maioria do Corinthians, virou e me viu quieto com a máscara do Mister M.”

Mauro precisou mudar de setor do estádio para evitar qualquer problema mais sério com os torcedores.

Então a torcida veio me encarar e ao mesmo tempo saber quem eu era. Queria tentar comemorar. Resultado: tive que sair de lá e fui pra outro lado do estádio quando encontrei com o Zé Elias, que na época estava na Internazionale e é um grande amigo meu. Fiquei vendo o jogo e quando estava nos pênaltis eu falei: ‘Zé, o seguinte, seja qual for o resultado eu quero comemorar ou chorar’. Na época morava no Morumbi e saí correndo, cheguei no meu escritório em casa, graças a Deus, na hora dos pênaltis, de o Marcelinho bater e o Marcos defender”, completou.

Torcedor declarado do Palmeiras, o comentarista contou que zoou bastante os corintianos de Band após a eliminação na Libertadores, entregando brinquedo chamado “Pênalti do Marcelinho”.

“O Marcelinho é um grande parceiro desde a época do Flamengo. Lembrei que na época que fui trabalhar na Band, tinha um brinquedo chamado “Pênalti do Marcelinho”. O que eu fiz. Na época fui na Ri Happy, PB Kids e nessas lojas comprei todos. Chegava na redação e sem falar nada entregava os brinquedos. As pessoas me devolviam, jogando pelo alto, enfiando..eu adoro zoar, mas no geral aguento gozações. Mas zoo entre os amigos. Não vou sair em rede social”, encerrou.

Confira a entrevista na íntegra