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Opinião: futebol e futsal do Joinville vivem situações bem opostas

Opostos de uma mesma agremiação, com comandos diferentes, mostram a realidade de dois times catarinenses. Eles têm o mesmo nome, o mesmo escudo e partilham do mesmo carinho da torcida. Porém, as semelhanças param por aí. Enquanto um tem ganhado tudo nas quadras, o outro vive de derrotas em campo.

Luca Soares
Jornalista. Jornalismo no sangue, poesia na veia e Vascão no coração

Crédito: João Lucas Cardoso/JEC

No norte do Estado de Santa Catarina, mais precisamente em Joinville, a ‘Manchester Catarinense’, é que encontramos, digamos, esta situação pouco comum. É que, segundo a direção, o JEC Futsal é um braço do Joinville Esporte Clube, tradicional time de futebol da cidade, e é considerado, pelos dirigentes, como uma “unidade de negócios dentro do clube.”

“Negócios”, em se tratando de conquistas, que vão muito bem, obrigado. O Joinville Esporte Clube que, em quadra, atende oficialmente pelo nome de JEC/Krona, simplesmente, conquistou tudo o que disputou no ano passado, sendo consagrado com a tríplice coroa (Catarinense, Taça Brasil e Liga Nacional).

Este ano, ao que tudo indica, deve quase repetir a mesma façanha. Já sendo o atual vice campeão da Libertadores 2018, perdendo para o ‘papão’ da Liberta Carlos Barbosa, depois de ficar em terceiro na Supercopa 2018, está nas oitavas de final da Liga Nacional, e na disputa, com o Corinthians, pelo título da  Copa do Brasil.

Por outro lado, na parte debaixo como não poderia deixar de ser, o JEC, em campo, amarga mais um rebaixamento no Brasileiro, o terceiro seguido, caindo da A para a B em tempo recorde, frustrando (e revoltando) os torcedores daquele é considerado um dos cinco grandes do estado.

Falta de planejamento

É espantoso, mas enquanto o clube, fundado há 42 anos, ‘afunda’, seu ‘departamento’, com pouco mais de 12 anos de existência,  nada de braçadas. Talvez o que explique o sucesso do futsal, enquanto o futebol coleciona fracassos, seja a administração exercida em separado, que cuida, entre outras coisas, dos próprios patrocinadores.

Foi o próprio presidente do Joinville, Vilfred Schapitz, que admitiu em entrevista coletiva, que o maior culpado pelo mau desempenho do clube, nos últimos anos,  foi a falta de planejamento. Schapitz já havia se manifestado, logo após a derrota para o Botafogo (SP), que, praticamente, empurrou o JEC para a quarta divisão Na ocasião, ele disse que é preciso “uma reestruturação completa do Joinville, em todos os setores.”

O que falta para o futebol, sobra para o futsal: planejamento. De acordo com o treinador do JEC/Krona, Vander Lacovino, o ano de realizações em 2017, que pode se repetir em 2018, “é resultado de muito trabalho, que começou em 2016.”

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