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Opinião: seleção brasileira não convence contra sauditas

No terceiro amistoso da seleção brasileira após a derrota na Copa do Mundo 2018 para a Bélgica, os jogadores brasileiros apresentaram um jogo morno. Na partida com a Arábia Saudita, em Riad, capital do país árabe, o Brasil venceu por dois a zero.

Joao Gabriel Tavares
Colaborador do Torcedores

Crédito: Lucas Figueiredo/ CBF.

Foi a terceira vitória da seleção brasileira após a Copa, contabilizando uma campanha com 100% de aproveitamento até aqui. No entanto, nenhum dos adversários que o Brasil pegou nestes três amistosos são equipes fortes. Parece que além de estar tentando testar os atletas, Tite quer criar confiança nos jogadores. Confiança é importante, mas ela sobreviverá quando a seleção enfrentar os adversários mais difíceis?

Após o 7 x 1 na Copa de 2014 e a eliminação nas quartas de final da Copa da Rússia, os torcedores brasileiros vêm deixando de lado a seleção. Mas o amor pelo esporte persiste no país do futebol. Falta ainda a sensação de um futebol mais jogado, de mostrar para o torcedor uma equipe que vá além da técnica e do básico.

Se as seleções europeias apresentam técnica e possuem bons jogadores, o que diferencia a equipe canarinho dos europeus? O que poderá fazer com que o placar seja mais favorável ao Brasil em um confronto? Que futebol a seleção tem de apresentar para ganhar das equipes mais fortes? Não basta técnica, pois futebol não é só estatística.

No lado oposto do campo, a equipe saudita apresentou um toque de bola organizado. Os adversários jogaram com mais desejo de vitória e arrebataram uma boa posse de bola, principalmente no primeiro tempo da partida. Isso, no entanto, não reverteu o fato de que o futebol saudita ainda é inferior ao brasileiro. Mas por quanto tempo isso irá durar? Quantos anos serão necessários para que a seleção do país árabe alcance o nível do futebol brasileiro?

A chegada da seleção à área adversária, com Neymar e Gabriel Jesus, apresentava perigo. Mas, por se tratar de um adversário que sequer entrou na Copa 2018, isso não diz muito na hora dos jogos mais difíceis, que têm sido o calo no pé da seleção há alguns anos. Talvez falte a disputa com adversários mais fortes ou até tratar amistosos como jogos de maior importância. Ainda que sejam espécies de “jogos-treino”, o torcedor quer ver a equipe brasileira brilhar. Por mais que a seleção do Brasil possa vir a perder jogando com os times europeus, é primordial que o time busque jogos desafiantes. Isso possibilitará o desenvolvimento do grupo atual, fortalecendo a seleção para as disputas mais difíceis. Buscar o caminho mais fácil dificilmente fará do Brasil novamente campeão mundial.

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