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PAPO TÁTICO: CSA segura o Coritiba fora de casa com bom jogo coletivo e inteligência; entenda

Tudo bem que a chuva e o estado do gramado no Couto Pereira prejudicou e muito o futebol disputado nesta terça-feira (16). Coritiba e CSA até fizeram uma partida movimentada e com lances de perigo, mas foi a equipe alagoana quem riu por último ao conquistar ponto importante na luta por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro da Série B. Óbvio que os comandados de Marcelo Cabo poderiam ter sido um pouco mais ousados durante os noventa e poucos minutos de jogo (principalmente no momento em que Argel Fucks abriu sua equipe no segundo tempo e deixou o Coxa com quatro atacantes). Por outro lado, o empate fora de casa garante o Azulão entre os quatro primeiros por mais uma rodada. Destaque para as boas atuações de Didira, Walter, Daniel Costa, Yuri e do goleiro Lucas Frigeri.

Luiz Ferreira
Produtor executivo da equipe de esportes da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, jornalista e radialista formado pela ECO/UFRJ, operador de áudio, sonoplasta e grande amante de esportes, Rock and Roll e um belo papo de boteco.

Crédito: Reprodução / Site oficial do Coritiba Foot Ball Club

Coritba e CSA entraram em campo escalados no 4-2-3-1 costumeiro utilizados pelos seus treinadores em boa parte da Série B. Enquanto o Coxa apelava para as bolas longas em direção a Alecsandro, o time alagoano tentava (sem muito sucesso) fazer a bola chegar no ataque na base do toque e da triangulação. Justo na primeira vez em que o Azulão conseguiu trabalhar a bola no setor ofensivo, o gordinho Walter arrumou de peito para Didira acertar belo chute e abrir o placar em favor do CSA. Só que o Coritiba empatou logo no minuto seguinte, com Guilherme Parede servindo Chiquinho dentro da área após boa defesa de Lucas Frigeri. O volume de jogo do seu adversário obrigou Marcelo Cabo a mexer ainda no primeiro tempo, sacando Hugo Cabral para a entrada de Xandão e rearrumando Rafinha como meia pela esquerda. Mas o placar seguiu inalterado.

Duas equipes armadas no 4-2-3-1 e com bom volume de jogo apesar do gramado ruim. Enquanto o Coritiba buscava mais as ligações diretas, o CSA tentava fazer a bola passar pelo seu quarteto ofensivo. Destaque para a movimentação de Walter e para a mexida de Marcelo Cabo que sacou Hugo Cabral para a entrada de Xandão.

O técnico do Azulão ainda mexeria no intervalo ao mandar o atacante Rubens para o jogo e rearrumar o CSA numa espécie de 4-4-1-1 com Walter mais solto por dentro. Só que o Coritiba seguia melhor e obrigava Lucas Frigeri a trabalhar para evitar a virada do time paranaense. Enquanto tentava o gol na base do abafa, os comandados de Marcelo Cabo se fechavam em duas linhas na frente da área e tentavam encaixar o contra-ataque para definir a partida no Couto Peireira. E quando o adversário se lançou de vez ao ataque com Yan Sasse e Carlos Eduardo nos lugares de Wellington Simião e Chiquinho (se rearrumando num 4-3-3 bem ofensivo), o CSA teve inteligência para negar espaços e obrigar o Coritiba a apelar para as bolas levantadas na área. O pontinho conquistado na capital paranaense acabaria sendo o prêmio pelo empenho do time alagoano.

Marcelo Cabo mexeu no time e deixou Walter logo atrás de Rubens num 4-4-1-1 mais fechado e mais cauteloso. Ao mesmo tempo, Argel Fucks mandou o Coritiba para o ataque num 4-3-3 que só ameaçou a meta de Lucas Frigeri na base do abafa. O empate acabou sendo o resultado mais justo.

É bem verdade que o CSA poderia ter sido mais ousado no segundo tempo e aproveitado melhor os espaços deixados pelo Coritiba quando este se lançou ao ataque para tentar a vitória diante da sua torcida. Por outro lado, o Azulão teve inteligência para acelerar e cadenciar o jogo na hora certa ainda que o estado do gramado do Couto Pereira tenha prejudicado o desempenho do time, que tende a ser de mais toque de bola e triangulações. Ao mesmo tempo, ficou a impressão que de o Coxa pode oferecer muito mais do que vem oferecendo dentro de campo. Ainda mais com o bom quarteto ofensivo formado por Guilherme Parede, Chiquinho e Guilherme. Mesmo assim, Argel Fucks pode (e deve) arrumar um lugar para o veloz Yan Sasse no meio-campo. O jogador entrou bem na segunda etapa e melhorou o toque de bola do escrete paranaense.

Enquanto o Coritiba vai lamentando os pontos perdidos, o CSA vai se mantendo no G4 da Série B com um time sem muitos valores individuais, mas com com um jogo coletivo interessante e boas soluções para várias situações dentro de campo. Bom para o futebol do Nordeste e principalmente para o de Alagoas, que não vê um representante do seu estado na elite do futebol brasileiro há algum tempo.

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