Paulo e suas diversas customizações de pilotos, capacetes e carros de F1; conheça

Paulo Moretti, nascido e ainda morando em São Paulo-SP, acompanha F1 desde 1972, quando Emerson Fittipaldi se destacava incentivando os meninos da mesma idade (12 anos), pois o piloto passou a ser uma referência no esporte, já que o Brasil era tricampeão no futebol e com ele estava prestes a mais uma conquista

Ana Bracarense
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Crédito: Arquivo Pessoal de Paulo Moretti

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“Comecei a ouvir falar num piloto chamado Ayrton da Silva, ainda no kart, mas de maneira muito sutil, lendo reportagem sobre o kartismo em uma revista chamada Grand Prix”, diz Paulo ao

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“Minha geração era movida a velocidade, tanto nas bicicletas quanto nos carrinhos de rolimã pelas ruas. Acho que todos nós tínhamos um pouco de piloto, mas não condições e nem conhecimentos para tal empreitada. Os estudos vinham primeiro do que quer sonho na verdade”, diz Paulo.

Os hobbys na época eram, no máximo, um autorama (como quesito competição.) pois podia ser piloto e preparador ao mesmo tempo, aonde geravam disputas entre amigos.

Em 1990 Paulo teve um ano muito difícil fora de seu estado. E, voltando para São Paulo no final do mesmo ano, ele foi trabalhar numa agência de turismo.

Agência que cuidava da hospedagem e transporte das equipes de F1. Como voluntário, Paulo foi auxiliar da agência no transporte dos clientes de um grande laboratório e a partir da chegada em Interlagos, poderia ficar “na grade” que antecede a pista e ver alguma coisa.

Quando Paulo se dirigia a arquibancada Senna chegava reduzindo no “S” com sua Mp4/6, carro este que lhe daria a sofrida primeira vitória em Interlagos no dia seguinte.

“Sei que qualquer vídeo deste GP eu estou presente. E isto, sem duvida espantou o ano ruim que tive anteriormente. Desde então, trabalhei da mesma forma nos anos seguintes até 1994”, diz Paulo.

Quando Paulo chegou com o pessoal para o treino ficou frustrado, pois estava com uma máquina fotográfica nova que tinha acabado de comprar, justamente para o Grande Premio.

No dia do treino sábado, a pessoa da agência que levava o pessoal, fez um caminho muito longo que lhe fez perder todo o treino livre. Quando todos chegaram a arquibancada foi uma frustração, pois a pista estava vazia e já havia encerrado o treino oficial.

Mas depois de uns 15 minutos eles ouviram um som de motor forte e viram então que Senna daria uma volta, pois estava garoando forte e o piloto não havia usado o carro na chuva. Foi a hora que Paulo conseguiu tirar uma foto do piloto na Williams, foto esta que mal ele sabia que seria a última.

O ídolo de Paulo sem dúvida continua a ser Senna, pela determinação mostrada nas pistas. Ele continuou sim assistindo F1 depois da morte de seu ídolo, porém sem nenhuma motivação.

Motivação esta que Senna lhe passava, pois, hoje em dia, a F1 se transformou num grande computador onde o piloto entra limpo e sai do carro da mesma forma.

“Acho que quem se aproxima mais desta determinação ao volante é o Lewis Hamilton, pois Senna foi um espetáculo a parte nas pistas. Após os domingos de GP, Senna era o assunto da semana toda entre os colegas de serviço e isto era algo mais nas dificuldades diárias. Elas pareciam não existirem entende??”, comenta Paulo.

Paulo deixa um recado para as pessoas: “àqueles desta geração sigam o exemplo de Senna: não dependam de qualquer tecnologia para vencer como ser humano”.

Paulo começou a montar kits de aviões militares, por volta de 1972. Desde então começou a conhecer este universo das réplicas e com o tempo passando foram surgindo mais modelos variados e técnicas foram aparecendo bem como lojas especializadas como a Casa Aerobraz etc.

Ao mesmo tempo a Formula 1 começava a ser notada através da vitória do mundial por Emerson Fittipaldi. Daí seu interesse em miniaturas começou a se transferir para o lado da F1, permanecendo até hoje.

“Hoje chego a fazer além desmontar kits, faço também figuras dos pilotos da época como Emerson Fittipaldi, Pace, Lauda, Senna e outros. Estas medem cerca de 16 cm de altura e são na escala 1/12”, diz Paulo.

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