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PELÉ 78 ANOS: Confira 5 momentos marcantes do Rei com a camisa da Seleção Brasileira

Edson Arantes do Nascimento. Ou simplesmente Pelé. O Atleta do Século. O Rei do Futebol. O maior jogador de todos os tempos. Adjetivos não faltam. Faltam é palavras para descrever a importância do aniversariante deste dia 23 de outubro no velho e rude esporte bretão. É praticamente impossível pensar o futebol mundial sem mencionar ao menos umas dez vezes o nome de Pelé. É exatamente por isso que o TORCEDORES.COM elaborou uma série de matérias especiais sobre os seus 78 anos de vida. E aqui na coluna PAPO TÁTICO, vamos relembrar alguns momentos marcantes do Rei do Futebol com a camisa da Seleção Brasileira. Seja ela amarela ou azul.

Luiz Ferreira
Produtor executivo da equipe de esportes da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, jornalista e radialista formado pela ECO/UFRJ, operador de áudio, sonoplasta e grande amante de esportes, Rock and Roll e um belo papo de boteco.

Crédito: Kin Saito / CBF

A ESTRÉIA NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Pelé ainda era um jovem de 16 anos quando foi chamado para defender a Seleção Brasileira pela primeira vez. E o adversário da vez era a Argentina de Carrizo, Néstor Rossi e Labruña na disputa da Copa Roca (atual Superclássico das Américas) no dia 7 de julho de 1957, no Maracanã. O Brasil perdia por um a zero quando o técnico Sylvio Pirillo sacou os atacantes Mazolla e Del Vecchio para as entradas de Moacir e um jovem chamado Pelé. A movimentação do escrete canarinho cansaria os argentinos e permitiria que o então camisa 13 marcasse o primeiro dos seus 95 gols com a camisa da Seleção Brasileira. A Seleção perderia o jogo por 2 a 1, mas venceria a partida seguinte por 2 a 0 para conquistar a Copa Roca com mais um gol do Rei.

Pelé fez sua estreia na Seleção Brasileira durante a Copa Roca de 1957. Ele e Moacir (meio-campo do Flamengo) entraram nos lugares de Del Vecchio e Mazolla e ajudaram na reação do Brasil diante de uma experiente Argentina no Maracanã. Vestindo a camisa 13, Pelé marcaria o único gol brasileiro na partida. Campinho feito no Share My Tactics.

A TAÇA DO MUNDO É NOSSA

Foi no dia 29 de junho de 1958 que o mundo inteiro veria um jovem de 17 anos assumir a vaga de titular na Seleção Brasileira e marcar incríveis seis gols em quatro partidas. Pelé passou a vestir a camisa 10 e entrou no lugar de Mazolla na partida contra a União Soviética, ainda pela fase de grupos da Copa do Mundo da Suécia. A final contra os anfitriões apresentaria ao planeta um jovem jogador forte, inteligente e com uma qualidade jamais vista. Pelé foi mágico e só não fez chover no 4-2-4 de Vicente Feola (que já trazia o recuo de Zagallo para o meio-campo na variação para o então inovador 4-3-3). A atuação com a lendária camisa azul entraria para a história como uma das mais marcantes da história dos Mundiais.

A conquista da Copa do Mundo de 1958 colocou Pelé definitivamente no grupo dos melhores do mundo. Foram seis gols em quatro partidas e atuações mágicas, como da partida contra a França (pelas semifinais da competição) e a do segundo tempo contra a Suécia, na decisão do Mundial. Campinho feito no Share My Tactics.

A ÚLTIMA VEZ DA DOBRADINHA COM GARRINCHA

A Copa do Mundo de 1966 não traz lembranças muito boas para Pelé e para o torcedor brasileiro. A desorganização na antiga Confederação Brasileira de Desportos, o grande número de jogadores convocados, uma certa dose de prepotência e a falta de planejamento acabaram prejudicando o desempenho da Seleção na Inglaterra. Mas esse Mundial também entraria para a história por um outro motivo. No jogo de estreia, contra a Bulgária, Pelé e Garrincha jogariam juntos pela última vez. Os dois, inclusive, marcariam os dois gols da vitória brasileira. Foram 40 partidas com incríveis 36 vitórias, apenas 4 empates e 55 gols marcados. Nenhuma outra dupla fez tanto numa só equipe na história do futebol mundial.

Pelé e Garrincha jogaram juntos pela última vez na estreia da Seleção na Copa do Mundo de 1966, diante da Bulgária. Apesar dos bons nomes, o Brasil não fez uma boa competição. Mas a dupla é aclamada até hoje como uma das mais vitoriosas da história. Campinho feito no Share My Tactics.

A CONSAGRAÇÃO DEFINITIVA NO MÉXICO

Pelé foi responsável por comandar aquele que ficaria conhecido como o maior time de futebol da história. A Copa do Mundo do México (em 1970) consagrou definitivamente o Rei do Futebol e também o time comandado por Zagallo. No papel, o tradicional 4-2-4. Na prática, um 4-2-3-1 e até mesmo um 3-4-3 com o avanço de Carlos Alberto Torres para o ataque e a constante movimentação de toda a equipe. Além disso, aquela Seleção Brasileira também prezava pelo toque de bola e também pelos contra-ataques. Pelé não foi artilheiro, mas protagonizou momentos inesquecíveis como o “quase gol” em Mazurkiewicz (na semifinal contra o Uruguai) e o passe para o “Capita” fechar a goleada sobre a Itália na final.

A consagração definitiva viria na conquista da Copa do Mundo do México, em 1970. Pelé era o grande maestro do time de Zagallo que podia jogar no 4-2-4, no 4-2-3-1 e até mesmo num ousado 3-4-3 conforme a movimentação dos seus jogadores. Inesquecível. Campinho feito no Share My Tactics.

A DESPEDIDA DIANTE DA TORCIDA

Toda história, por mais bela que seja, tem seu fim. E a de Pelé com a Seleção Brasileira terminou no dia 18 de julho de 1971, com um amistoso contra a antiga Iugoslávia e com a presença de alguns remanescentes da conquista de 1970, como o goleiro Félix, o zagueiro Brito, o volante Clodoaldo e o grande Gérson no meio-campo. Diante de mais de 140 mil pessoas no Maracanã, o Rei do Futebol ouviu os gritos de “Fica! Fica!” ao deixar o gramado após o primeiro tempo e dar lugar ao atacante Claudiomiro. Foram 114 partidas com a camisa do escrete canarinho e 95 gols marcados, números que o transformam no maior artilheiro da história da nossa Seleção. Quem viu o Rei em campo não se esquece de tamanha majestade.

Pelé se despediu da Seleção Brasileira num amistoso contra a Iugoslávia diante de mais de 140 mil pessoas no Maracanã. Os gritos de “Fica! Fica!” ainda podem ser ouvidos até hoje. Campinho feito no Share My Tactics.

“Pelé é tão perfeito que se não tivesse nascido gente, teria nascido bola.”

(Armando Nogueira)

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