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Em partida com 4 gols, São Paulo e Flamengo empatam no Morumbi – confira análise

Caro torcedor Tricolor, São Paulo e Flamengo fizeram um jogo bem movimentado no estádio do Morumbi, com duas propostas diferentes e que, de certo modo, se complementaram no empate por 2×2. Nessa partida, vimos um lampejo do Tricolor do primeiro turno, mas também todos os fatores que fizeram o time cair de rendimento no segundo turno da competição.

Wesley Alencar
Jornalista."Foi difícil chegar onde cheguei, mas ainda não cheguei a lugar nenhum" - Lucas Silva, Flamengo

Crédito: Foto por Rubens Chiri / saopaulofc.net

Com muitas baixas para a partida desse domingo, Aguirre fez suspense na escalação, soltando apenas com 20 minutos antes da partida iniciar, e mandou a equipe num 3-5-2. A equipe foi mais organizada e aplicada defensivamente que em outras partidas, contudo, ainda sem o meio criativo e a opção de ataque era a partir de ligação direta entre defesa e ataque, apostando no jogo físico de Carneiro e Diego Souza para ganhar a bola no alto e explorar as laterais do campo com Reinaldo e Bruno Peres.

Foto por Rubens Chiri / saopaulofc.net

Tal tática funcionou até muito bem, já que as jogadas mais agudas do São Paulo no primeiro tempo foram assim, incluindo a do gol: quando Diego Souza fez a casquinha para Carneiro que, pela beirada, levantou na área e o camisa 9 finalizou com violência para as redes de Cesar, 1×0. Porém, nem muito tempo após o gol são paulino, após cobrança rápida de falta e um cochilo da zaga, Renê mandou na cabeça de Uribe, para fazer o 1×1.

Com o decorrer da etapa, o São Paulo apresentava maior apetite no combate defensivo, enquanto o Flamengo sentia-se à vontade com a posse de bola para procurar espaços na zaga são paulina, tanto que as melhores chances que foram saindo eram dos rubro-negros – inclusive numa em que Sidão operou grande defesa e no rebote Uribe isolou. Por sua vez, o São Paulo surpreendia pela disposição tática, mas já preocupava pelo rendimento físico, uma vez que não aparecia mais com frequência no ataque.

A segunda etapa já se desenhou de outro modo. Quando Aguirre sacou Anderson Martins para a entrada de Helinho, aberto pela ponta direita, deu sinais que a falha do final do primeiro tempo seria sanada e o São Paulo teria maior presença no campo de ataque, e na primeira oportunidade, Helinho cortou para o meio e bateu colocado, indefensável, São Paulo 2×1. O gol literalmente mudou o jogo: o São Paulo estava mais a vontade com a bola no pé e o Flamengo desorganizado, errando muitos passes, quase ofertando a chance do terceiro tento são paulino, quando a zaga saiu jogando errado e Luan chutou para boa intervenção de Cesar.

Foto por Rubens Chiri / saopaulofc.net

Foi então momento em que as substituições mudaram completamente o panorama que vinha se desenhando na partida. Carneiro fez um bom jogo, entregando velocidade, disputa pelo espaço e pela bola e opção de tabela para Diego Souza, mas foi substituído por Edimar. Luan, que fez grande partida no combate no meio-campo e servindo de opção no ataque, sentiu lesão e foi substituído por Araruna, enquanto no Flamengo, Diego, Geuvânio e Rodinei entram na equipe carioca. Mexeu bem Dorival, mal Aguirre.

O Flamengo amassou o São Paulo no campo de defesa. Muito pelo desgaste físico tricolor, tanto quanto pelo acréscimo de nível técnico na equipe flamenguista, que rodou a bola pacientemente e foi machucando o sistema defensivo são paulino, obrigando de Sidão outras novas boas intervenções, mas quando Vitinho fez bela jogada pela esquerda, invadiu a área e cruzou, a bola passou por toda extensão da pequena área até que Rodinei chegou para empatar a partida, 2×2.

Faltavam 10 minutos para o final e o São Paulo estava pregado atrás, sem conseguir uma esticada eficaz ou minimamente prender bola no campo de ataque, com Diego Souza visivelmente extenuado em campo. O Flamengo partiu para a pressão final, mas o São Paulo se segurou como pôde e, dada condição física, era o que dava. Ao final, muitas vaias ecoaram no Morumbi.

Foto por Rubens Chiri / saopaulofc.net

Apesar dos desfalques, o coletivo do time se saiu muito bem até o cansaço bater; foi combativo, como no primeiro turno, e sem físico para suportar os 90 minutos, como tem neste segundo. Destaque para as boas exibições de Luan e Carneiro, fundamentais enquanto estiveram em campo, e para estreia de Helinho, coroada com golaço!

Na próxima rodada o Tricolor encara o Corinthians em Itaquera, pela 33º rodada do Brasileirão.