Advogado de defesa do Caso Daniel já trabalhou com goleiro Bruno e Anderson Silva

Suspeito de assassinar o jogador Daniel Corrêa (no que já está conhecido como “caso Daniel”), emprestado ao São Bento pelo São Paulo, Edison Brittes (conhecido como Juninho) contratou um advogado muito conhecido de julgamentos de grande repercussão. Trata-se de Claudio Dalledone Júnior, que já defendeu atletas como Anderson Silva e o goleiro Bruno.

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: Claudio Dalledone Junior, Divulgação

Na área criminal, ele é conhecido por orientar os clientes a assumir suas responsabilidades – no que ele mesmo chama de “caminho da sinceridade”. Sua atuação, por sinal, já fez com que o “caso Daniel” mudasse de destino. Juninho, que vinha tentando ocultar sua culpa na execução, assumiu a autoria do assassinato por orientação de Dalledone. Em entrevista ao repórter Adriano Wilkson, do UOL Esporte, ele assume que sua maneira de atuar causa “aspereza instantânea da sociedade” e “repulsa”. Foi esse jeito de atuar, aliás, que fez com que sua relação com outros clientes esportistas fosse muito distinta.

Com Bruno, que não queria assumir sua responsabilidade na morte de Eliza Samudio, houve rompimento. De acordo com Dalledone, o goleiro e seus amigos diziam que, se não havia corpo, não havia crime. “Isso é bobagem. Haviam evidências de que a vida de Eliza acabou ali. Se não há corpo, só há outro crime: a ocultação de cadáver”.

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Já a defesa de Anderson Silva foi completamente diferente. A começar pelos lados pessoais com Spider. Além de amigo pessoal do lutador, Dalledone deu aulas de muay thai para o atleta. Eles trabalharam juntos no caso de doping de Silva, que pegou um ano de suspensão após o UFC 215.

Outros casos

Fora do esporte, Dalledone também chama atenção em suas causas. Entre seus clientes, estão Luiz Felipe Manvailer, acusado de arremessar Tatiana Spitzner, sua mulher, de uma sacada em Guarapuava. Ele também é famoso por defender policiais acusados de homicídios. Polêmicas também fazem parte do seu currículo. Certa vez, fez piada com a origem nordestina de uma promotora do Ministério Público. O caso foi arquivado, mas ele não se furtou em dizer que a profissional tinha “uma agenda feminista” e que quem queria atrair holofotes era ela própria.

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