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Radicado na França, capitão da seleção brasileira de rugby revela ansiedade por estreia no Morumbi

Um dos destaques da seleção brasileira na disputa contra o All Blacks Maori é Felipe Sancery, que viveu na França e voltou ao país natal há dois anos para viver do rugby.

Bia Palumbo
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Bia Palumbo/Torcedores.com

“Desde criança eu acompanho os All Blacks jogando, eles fazem a gente acreditar que o jogo é fácil (risos). É incrível o jeito que eles atuam dentro de campo. Sabemos que vai ser um jogo duro, difícil, mas vamos jogar pra valer, lutar, nos sacrificar dentro de campo. É um desafio para nós. Para conseguir as coisas na vida tem que ser assim, com determinação para alcançar os objetivos, então os valores da vida a gente leva para dentro de campo”, garante Felipe Sancery, que na seleção joga ao lado do irmão gêmeo, Daniel.

O jogo será neste sábado (10), às 19h15 (de Brasília) no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi. A expectativa de público para o jogo desta noite é de 30 a 40 mil torcedores. “É uma honra participar do maior evento de rugby no Brasil. Esperamos ter mais pessoas de fora do rugby para conhecer, é bom ver esta curiosidade do povo brasileiro. Todo mundo é bem-vindo. Quando confirmaram o local do jogo, pesquisei no Google e fiquei impressionado com o estádio, a estrutura, já imaginando como seria… É uma atmosfera incrível com o barulho do pessoal torcendo”, comemorou o capitão.

Jogador do São José, ele é filho de uma brasileira com um francês. Nascido em Campinas, foi morar na Europa aos quatro anos e voltou em 2016, quando jogou as Olimpíadas no Rio de Janeiro e pretende ficar “por muitos anos”.

“Na França a gente treinava com o time principal a semana inteira e nos finais de semana com o pessoal de outra categoria. Percebemos que o caminho estava um pouco fechado lá, aí uma das pessoas do clube tinha um contato no Brasil, fizemos um teste e fomos aprovados. Quando chegamos aqui o método de trabalho aplicado na seleção nos surpreendeu positivamente. Há um processo de transição entre amador e profissional, mas não pensamos duas vezes quando porque teríamos a oportunidade de disputar jogos internacionais”, completou.

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