Jurídico do Grêmio fala sobre julgamento e revela prazo para decisão

A sexta-feira está sendo movimentada no Paraguai, na sede da Comissão Disciplinar da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Pela manhã, aconteceu a audiência sobre o “caso Marcelo Gallardo”, com defesas realizadas por Grêmio e River Plate. O time gaúcho pede a reversão do resultado da segunda partida da semifinal da Copa Libertadores da América.

Bruno Nunes Loreto
Formado em Jornalismo na Universidade de Santa Cruz do Sul, UNISC. Amante dos esportes, principalmente o bom e velho futebol. Setorista de Grêmio e Fluminense.

Crédito: Divulgação/River Plate

Os fatos que foram ao tribunal aconteceram durante a vitória argentina em Porto Alegre, por 2×1, na última terça-feira. Na oportunidade, o técnico Gallardo, que estava suspenso, se comunicou com seu auxiliar e ainda desceu ao vestiário no intervalo.

Após a audiência, em entrevista à Rádio Gaúcha, Leonardo Lamachia, diretor jurídico do Grêmio, falou sobre o julgamento, o qual chegou ao final em volta das 13h (de Brasília).

“Estamos muito tranquilos e serenos. Fizemos tudo o que foi possível para defender os direitos do clube. A decisão cabe aos membros julgadores. Ficamos com uma boa impressão do que ocorreu”, disse. “Ouvimos duas testemunhas: um delegado da partida e outro da Conmebol. Foi uma audiência longa, mas nos foi oportunizado o direito de apresentar nossas razões”, adicionou Lamachia, que revelou o prazo para a decisão da Conmebol.

“A audiência acabou agora. O presidente de disciplina da Conmebol afirmou que os membros se reunirão pela parte da tarde para a decisão sair ou no começo da noite desta sexta ou amanhã pela manhã”, comentou.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

Os advogados do River Plate, que passaram a noite analisando provas, apresentaram uma defesa por escrito. O clube argentino alegou que as infrações cometidas por Gallardo não são consideradas graves.

“A defesa do River tem 30 folhas e eles tentam descaracterizar a gravidade do fato. Eles dizem que o fato de ele ter se comunicado ao longo da partida e descer ao vestiário não seria grave”, falou Lamachia. “A existência do documento de fair play (assinado na véspera da partida) torna o fato de extrema gravidade. O River foi expressamente avisado que o Gallardo não poderia se comunicar. E, mesmo assim, ele desrespeita, isso torna, ao nosso sentido, gravíssima a situação”, completou.

Além de Lamachia, representaram o Grêmio na Conmebol o vice-diretor jurídico Nestor Hein, junto com os advogados Henrique Pinto, Jorge Petersen e o CEO Carlos Amodeo.

Hein destacou que “as coisas andaram bem”, mas que a decisão não compete ao Grêmio. O dirigente afirmou que o River contribuiu com a atitude de Gallardo e frisou que o clube gaúcho ainda pode recorrer da decisão.

“O River contribuiu muito para isso. Não foi uma atitude do Gallardo. Quem construiu esta ausência de fair play, foi o River Plate. O Gallardo foi um instrumento. Deixamos provado”, disse. “Caso o pleito do Grêmio não for deferido, podemos ir ao Tribunal de Apelações. Se isso ocorrer, podemos apelar em 24 horas e pedir efeito suspensivo para ter outra apreciação”, encerrou Hein.

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